Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

terça-feira, 27 de julho de 2004

você é o que você aluga
Ô PSIT!

Fiquei (mais) retardado no fim de semana e, nostálgico por natureza, deu vontade de ver filme dos Trapalhões. Na locadora encontrei - e aluguei:


O CANGACEIRO TRAPALHÃO

É redundante dizer que o filme é ruim. Mas você, leitor, não imagina o quanto. Assim como o abominável "Cinderela Baiana", cometido por Carla Perez, é daqueles que dão um "giro de 360º" e de tão péssimos acabam divertidos.

A mocinha?


"Eu!"

A vilã?


"Eu!"

Com participação especial da melhor entrevistadora da TV brasileira*


Me!

Apesar de tudo, vou bancar: Os Trapalhões vão voltar a moda com força total. Já, já vai ter gente por aí com camiseta deles...

*Bruna Lombardi apresentava o programa "Gente de Expressão", na extinta TV Manchete

sexta-feira, 23 de julho de 2004

código genético
MEU IRMÃO SEMPRE FOI MEU HERÓI

A semana foi uma merda, mas a visita do meu irmão pelo menos tornou as coisas um pouco melhores. Ele mora no Rio, é mais velho que eu,  casado e tem duas filhas. Veio a São Paulo para um curso da empresa em que trabalha e aproveitamos para tomar uns gorós e matar a saudade.

No meio do caminho encontramos a Lulu e a Dedeia, que fez a gentileza de tirar a foto abaixo.


Eu nem sabia que ele também tinha deixado a barba crescer...

Ver o Pedro me fez lembrar que ele sempre foi uma espécie de herói pra mim. Era o mais popular da rua, da escola. O mais querido, o mais esperto. Eu, ao contrário, era o CDF que apanhava dos outros meninos - quando meu irmão não aparecia lá pra me defender, claro. (este último parágrafo pode se resumir em uma palavra = bicha).

Enfim, chega de encheção de lingüiça. Meu irmão é foda, eu adoro ele e pronto.

quinta-feira, 15 de julho de 2004

três por quatro
SAUDADE-MONSTRO

Hoje senti saudade do Leo
uma saudade-monstro
que assusta e faz correr
não do monstro, mas em direção a ele

terça-feira, 13 de julho de 2004

gostei bem
NO RÁDIO EU ESCUTO UMA CANÇÃO...

Ouvi essa música hoje, no rádio.
Fazia tempo que não ouvia algo de que gostava tanto. Fui apurar e soube que, apesar de cantada pela Adriana Calcanhotto, ela foi gravada primeiro por Claudinho e Buchecha. Apesar de carioca, nunca ouvi a versão deles.

Leiam a letra COM ATENÇÃO e vejam se não é muito fofa...


Fico Assim sem Você

Avião sem asa
fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim?
Eu te quero a todo instante nem mil auto-falantes vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Buchecha sem claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você

Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver mas o relogio tá de mal comigo

Nenê sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem a estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relogio tá de mal comigo
Por que?

quarta-feira, 7 de julho de 2004

por onde anda
A LOIRA DO BANHEIRO - 20 ANOS DEPOIS


Loira: "Na hora de pagar as contas, quem levava susto era eu"

Lenda urbana mais temida nas escolas brasileiras na década de 80, a Loira do Banheiro casou e mudou - mas mudou mesmo - à base de cirurgia plástica. Cansou de assustar crianças de todo o país e não ter dinheiro no fim do mês.

Hoje casada - os filhos não têm medo dela, ela jura - a ex-rainha dos banheiros é dona de uma empresa de telemarketing, curiosamente batizada de Legalmente Loira, e lembra sem saudades da época em que meninos e meninas de todo o país evitavam a todo custo ir sozinhas ao toalete para não dar de cara com ela - que, na maioria das vezes, nem estava lá.

A Loira falou à Central, no banheiro de sua casa,em Alphaville, nos arredores de São Paulo:


Central - É difícil achar alguém que tenha medo de você hoje em dia. Fica mais difícil assustar com a idade?
Loira do Banheiro - Claro que não! Se você pensar bem, envelhecer tem tudo pra deixar a gente mais assustador.

Central - Coisa que você evitou à custa de muita plástica...
Loira - Foi uma exigência para me adaptar ao meu público. No início dos anos 90 eu ainda conseguia ganhar a vida com aquele look mais horrendo. Era uma época em que música gótica tava em alta, sabe? Até hoje faço trabalhos pelo interior do país, vez ou outra. Mas só pra manter o mito, sabe?

Central - Onde, por exemplo?
Loira - Uma cidade onde ainda tenho um público muito grande é Bauru, no interior de São Paulo. Aliás, a sede do meu fã-clube é lá. Assustei gerações inteiras de bauruenses e isso passa de mãe pra filho. Uma tradição bonita. O subúrbio do Rio, sobretudo o bairro de Campo Grande, também é um reduto meu.

Central - Como a Loira dos Palitos Gina virou Loira do Tchan?
Loira - A fama vicia, não tem jeito. Chegou uma fase em que todo mundo já me conhecia dos palitos. Eu andava pela rua e era aquela loucura... Mas depois virou comum e vi que era preciso me reinventar. Daí comecei com essa coisa de assustar pessoas, o que me rendeu bons contatos, como ser jurada no "Show de Calouros", no SBT. Até lancei um disco, mas a voz não ficava legal por causa do algodão no nariz.


Nos anos 70, ainda meio castanha, o início da fama

Central - O algodão no nariz foi idéia sua mesmo?
Loira - Que nada... Foi coisa da minha irmã, a Valentina Caran, uma mulher que sempre teve visão empresarial. Ela me deu esse toque de que ficaria mais assustador. Uma vez eu quase morri sufocada, tive que tirar o algodão do nariz depressa pra não morrer sem ar. O pior é que era em escola pública.. Apanhei pra burro. Ou melhor, apanhei pra burra (risos).

Central - E o Tchan?
Loira - Continua firme. Eu malho cinco dias por semana e faço drenagem linfática...

Central - Vamos reformular: como virou dançarina?
Loira - Foi no "Show de Calouros" que conheci Cumpadre Washington. Ele disse que meu bumbum valia ouro e me convidou para o grupo. Na hora não quis, mas o programa acabou e cheguei a passar fome durante uma época. Pensei até em viver de luz, como minha colega Flor, mas sou mais fortinha, sabe? Aí não deu... Tentei voltar a assustar, mas a criançada de hoje é tão esperta... Imagina se alguém que cresceu jogando RPG vai ter medo de uma loira no banheiro. Tem uns meninos que até querem fazer saliência!


Apavorante nos anos 80, ela virou objeto de desejo nos 90

Central - Os anos 80 estão na moda novamente. Pretende voltar à ativa?
Loira - Talvez num "reality show"... Estou negociando com algumas emissoras, mas ainda não posso revelar nada. Mas estou feliz com minha empresa, sabe? Na época da Loira do Banheiro eu assustava gente o dia inteiro e, na hora de pagar as contas, quem levava susto era eu.

terça-feira, 6 de julho de 2004

a césar o que é de césar
FASE ALPHA 2

adoro quase tudo nele
quase tudo

o bom humor à mesa
o mau humor logo depois de acordar

o jeito de dizer um monte de coisas só com um olhar
e de olhar com atenção para todo mundo com quem fala

o timing perfeito
para festejar e para descansar
estar perto ou ficar quieto em casa
e até de lavar a roupa pra empregada que vem no dia seguinte

adoro, sobretudo,
a vontade que ele me desperta
de pegá-lo no colo e tomar conta dele

quinta-feira, 1 de julho de 2004

querido diário
A VIDA IMITA A ARTE

Hoje tomei banho de banheira no hotel.

Eu morro de medo de banheiras porque nos filmes de terror SEMPRE tem alguém que morre numa delas, mas criei coragem e encarei.

Na minha cabeça não passava outra coisa além da frase:

"Eu quero tomar um banho de banheira quente, mas bem quente, tomando um uisquinho".

E uma dose de johnnie red pra quem lembrar quem disse a frase e em que circunstâncias.