Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

segunda-feira, 14 de junho de 2004

parece mentira, mas não é
EU QUERIA TER INVENTADO, MAS ACONTECEU

1. Repórter de uma revista de celebridades, uma amiga minha foi fazer uma reportagem com a calipígia Carla Perez. Depois de um dia inteiro fotografando a mansão da dançarina, em Alphaville ? desde o quarto dela até os mimos da filha bonita que ela tem ? chegou a hora de (graças a Deus!) dizer tchau.

Eram quase dez da noite e minha amiga já se aproximava da saída quando Carla, animada, gritou:

"Peraí que eu quero mostrar pra você as músicas do meu disco"

E a moça sentou-se diante da Carla, que imediatamente começou a rebolar, num show particular (o fotógrafo, malandro, cantou pneu de lá na mesma hora em que Carla falara do disco). Depois de sete músicas, quando a repórter achou que o pior havia passado, Carla avisa:

"Agora vêm as lentas"

E assim foi até quase meia-noite.

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2. Dia de calor senegalesco no subúrbio do Rio de Janeiro, dentro de um ônibus da linha 859 (Boca do Inferno ? Lugar Nenhum), um vendedor de mariola ? termo usado pelos cariocas para se referir BANANADA ? tenta ganhar a vida:

"Bananada é dez! Bananada é dez centavos"

Ninguém se mexe.
Num misto de raiva e curiosidade, ele pergunta:

"Ninguém? Quem não tem dez centavos pra comprar uma bananada?"

Os passageiros levantaram a mão obedientemente (até hoje eu não entendo a razão) e o cara desceu do coletivo sem vender nenhuma bananada, digo, mariola.

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