Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

quarta-feira, 30 de junho de 2004

menina do céu
COMO OS CARIOCAS COMO EU

Ele me deixou no hotel
um maço de cigarro nas mãos
um sorriso maroto nos lábios
uma promessa de que vamos nos falar novamente

E eu que nem quis pegar o telefone dele

Ele me trouxe no seu carro importado
um sorriso branco sob os olhos muito pretos
uma trepada gostosa num motel da Barra da Tijuca
uma vontade de que a noite não acabasse de repente

E eu que tinha esquecido como os cariocas são deliciosos

Ele me falou que todo mundo devia ser como eu
um beijo e um tapa na cara
uma puxada nos cabelos da nuca e a língua dentro da boca
uma jura de que poderíamos ser felizes eternamente

E eu que nem vou lembrar da cara dele amanhã

Ele me falou mal das putas da avenida Atlântica
uma com a saia curta
uma com cabelo descolorido
uma com o olhar desencantado de quem gozou a noite inteira

E eu, que como ela, sempre esperei por um príncipe encantado.

sexta-feira, 25 de junho de 2004

toda multiplicação também é soma
AULA DE MATEMÁTICA

1 2 3 4

Venho contando de Sergipe
passo pela alameda Jaú
com destino ao Morumbi
e escala na Manuel da Nóbrega

números que falam do céu
no telefone
no teatro
e até em programa de televisão

eu por eles
eu sem eles
eu com todos
todos sem mim

porque não sei escolher
entre o careca e o de óculos
o que me diverte o tempo todo
ou o que trepa melhor

arnaldo antunes
alanis
guilherme arantes
calcanhotto

1 2 3 4
e eu só quero que a conta aumente
5 6 7 8
quantos mais aparecerem

uns no pensamento
outros no e-mail
todos na minha cama
nenhum no meu coração

quarta-feira, 23 de junho de 2004

ela é tudo
MINHA MODELO FAVORITA


Mariana Weickert

Por que eu gosto dela?

Veja o diálogo de ontem à noite, na festa de encerramento do São Paulo Fashion Week:

"Eu adoro você porque você consegue andar linda na passarela e, em seguida, ser bagaceira que nem a gente", disse eu, depois de umas três cucas.

"Graças a Deus", disse ela, e fez sinal para o booker que a acompanhava pedindo mais um drinque.

E, claro, a menina vive nas bagaças da vida. Só falta aparecer na Trash um dia e fazer paquita no palquinho.

Hmmmmm... Qual será o signo dela?

sábado, 19 de junho de 2004

e se eu achar a tua fonte escondida
te alcanço em cheio
o mel e a ferida
e o corpo inteiro feito um furacão
boca, nuca, mão
e a tua mente, não

quarta-feira, 16 de junho de 2004

joão canabraaaaaaaaaaava
INFORMAÇÕES NO RÓTULO

Um breve apanhado da última semana

QUARTA
meia garrafa de chandon
dois uísques com energético

QUINTA
uma garrafa de chandon
quatro uísques com energético na trash

SEXTA
quatro tequilas
três smirnoff ice

SÁBADO
sete uísques

DOMINGO
impossível saber ao certo

Nunca bebi tanto na vida como na semana da parada GLBT.
E parei depois da parada (trocadilho genial esse).
Jurei que só bebo de novo na sexta.

Veja as parciais

SEGUNDA
estive na casa de um amigo e, apesar de ele ter bebido vários uísques, eu só tomei coca-cola

TERÇA
festa de abertura da São Paulo Fashion Week e eu não tomei nem uma champanhezinha sequer. Um santinho!

segunda-feira, 14 de junho de 2004

parece mentira, mas não é
EU QUERIA TER INVENTADO, MAS ACONTECEU

1. Repórter de uma revista de celebridades, uma amiga minha foi fazer uma reportagem com a calipígia Carla Perez. Depois de um dia inteiro fotografando a mansão da dançarina, em Alphaville ? desde o quarto dela até os mimos da filha bonita que ela tem ? chegou a hora de (graças a Deus!) dizer tchau.

Eram quase dez da noite e minha amiga já se aproximava da saída quando Carla, animada, gritou:

"Peraí que eu quero mostrar pra você as músicas do meu disco"

E a moça sentou-se diante da Carla, que imediatamente começou a rebolar, num show particular (o fotógrafo, malandro, cantou pneu de lá na mesma hora em que Carla falara do disco). Depois de sete músicas, quando a repórter achou que o pior havia passado, Carla avisa:

"Agora vêm as lentas"

E assim foi até quase meia-noite.

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2. Dia de calor senegalesco no subúrbio do Rio de Janeiro, dentro de um ônibus da linha 859 (Boca do Inferno ? Lugar Nenhum), um vendedor de mariola ? termo usado pelos cariocas para se referir BANANADA ? tenta ganhar a vida:

"Bananada é dez! Bananada é dez centavos"

Ninguém se mexe.
Num misto de raiva e curiosidade, ele pergunta:

"Ninguém? Quem não tem dez centavos pra comprar uma bananada?"

Os passageiros levantaram a mão obedientemente (até hoje eu não entendo a razão) e o cara desceu do coletivo sem vender nenhuma bananada, digo, mariola.

sexta-feira, 11 de junho de 2004

direto de acaplacuida
DO BAÚ DA MEMÓRIA

Passei aqui só pra dizer que eu adoro...


...O PICOLINO

quinta-feira, 3 de junho de 2004

MUSA DA SEMANA



CUCA

terça-feira, 1 de junho de 2004

preciso dizer
UM PEQUENO INTERVALO NA NOSSA PROGRAMAÇÃO

"Adorei você ter me ligado"

Eu ouvi isso ontem à noite e fui dormir bem, bem feliz.

Mas por enquanto não dá para contar mais que isso, porque concluí que algumas coisas só devem ser divulgadas depois de avançadas, digamos, negociações.

Só posso dizer que voltei a sorrir depois de um tempão.
E isso é ótimo.

a lista de curi
MENOS, HARDY!

Três coisas que odeio no Unibanco Arteplex:

1. O comercial da Regina Duarte
É tão irritante, mas tão irritante que sinto uma vontade quase incontrolável de atirar objetos na tela. Ou pelo menos de gritar um ?ãããããããããããã?.

2. Os comerciais com o Falabella e a Débora Bloch
Em especial aqueles em que eles fazem a "segurança do patrimônio"

3. Os comerciais com a hiena Hardy
Ela é tão desgraçada que quase faz parecer os três citados acima legais.