Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

segunda-feira, 17 de maio de 2004

todo buá é pouco
MANHÊ!!!!!!!

Um dos meus maiores medos na infância era de me perder dos meus pais.

E isso acontecia TODA VEZ que a gente ia ao supermercado. Não sei se eles é que eram meio lentos ou se eu era peste demais, mas ir ao mercado era sinônimo de berreiro.

Não adiantava eles dizerem, depois de me achar, que jamais iriam embora sem mim. Minha já distorcida mente infantil não registrava a informação. Até porque eu sempre ganhava um doce pra parar de chorar. Adoro!

Comentei isso com minha camarada e ela disse que uma vez se perdeu da mãe numa feirinha no centro de São Paulo.

Elas tinham um acordo: caso a menina se perdesse, devia ficar sempre parada em um ponto, esperando ser encontrada pela mãe. Isso foi infalível até o dia da tal feira, quando minha amiga foi levada por um grupo de Hare Krishna (que provavelmente só queria ajudar, mas...)

Eles foram puxando a mocinha pela mão e cantavam para que ela parasse de chorar. Só de imaginar a cena sinto uma vontade enorme de rir. Ela não.

"Quanto mais eles cantavam, mais eu chorava", conta ela, que até hoje tem medo de Hare Krishna. Ou melhor, "daquela gente estranha que só tem um rabinho de cavalo e usa laranja".

E você sabe, amiga: "quem quer que tenha dito que laranja era o novo rosa, estava redondamente enganado".

Quem adivinhar a autora da frase acima (Anastasia Beaverhausen está proibida de dar palpite) ganha um chocolate.

Isso se eu não me perder quando for comprar o prêmio no mercado.

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