Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

terça-feira, 11 de maio de 2004

tá bonita. tá feminina
ESSAS SAPATONAS MARAVILHOSAS E SEUS BARES ENCANTADORES

Você provavelmente nunca pôs os pés no bar da
Odete, ali, na alameda Itu.

Eu sim.

Foi o primeiro lugar que freqüentei logo que vim morar em São Paulo e, além de muita cerveja gelada, tinha um karaokê onde reinavam astros do pagode e, óbvio, muita Ana Carolina, Calcanhotto, Zélia, Cássia e moças da turma.

Ontem passei em frente ao bar, que fechou. O toldo da frente está aos pedaços e senti uma certa saudade de Odete, feminina com seu boné vermelho, camisa xadrez e cabelos que viram água e xampu pela última vez no dia da Crisma.

Odete era delicada, nunca gritava com os clientes. Só dava em cima de algumas com frases delicadas: "Gosto de mulheres que nem tu, bem ladynha", disse para a namorada de uma amiga.

(pausa para medo)

(fim da pausa para medo)

Depois de Odete pensei nos bares de sapa em geral e cheguei a uma questão importante:

POR QUE DIABOS SAPATÃO TEM
MANIA DE PÔR NOME DE MULHER EM BAR?


Na na ni na não, amiga. Não é óbvio como parece.

Não que eu esperasse um bar de sapa com nome de homem. Mas pense nas bichas, por exemplo. Já ouviu falar de bar do Rodrigo? Bar do Antônio?

Eu sei que não. Porque as bichas todas, sempre muito metidas a besta - como este que vos escreve - inventam nomes igualmente metidos a besta: Utralounge, Massivo, E-Male (já extinto), Bluespace, Le Boy...

Agora, quem disse que era legal juntar todas as letras
e formar o nome BARDAGRÁ?

Sim, também fui lá umas vezes. E minha conclusão, depois de rodar meia São Paulo gay é que a Odete era legal pacas.

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