Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

terça-feira, 30 de março de 2004

eu recomendo
LEIAM O BLOG DA ALICE

Uma das pessoas mais especiais do mundo, a minha amiga Alice, criou um blog.
O texto abaixo eu copiei de lá, para mostrar aos meus clientes que ela é ótima.

Claro que é otima, é minha amiga. E sagitariana...

Leia o post a seguir e clique no link, no final do texto para conhecer mais.
Ela vai gostar bem. E eu também.


Eu acho que no fundo todo mundo tem um "q" de rabo de lagartixa dentro do coração.

Pele que se refaz depois da cirurgia, despreocupada de cicatriz ou não.
Planta que nasce mais bonita depois da poda.
Cabelo que cresce mais rápido quando se corta com frequência.

Acho que todo mundo tem isso de renascer das cinzas. Até pq senão faz-se o quê? Se entrega? Morre-se de desgosto? Se eu tivesse me deixado levar totalmente por cada pedaço de coração arrancado... Por cada chibatada em minha auto-estima, hoje estaria inerte sob uma plaquinha simpática dizendo: "Essa amou o quanto pôde, tadinha."

Eu amei mesmo, sabia? Amei sim. Me desatei toda. Me descabelei. Me entreguei. Fiz do jeito que eu sabia. Amei do jeito que podia. E me desesperei quando percebi que não era suficiente. Voltei pra casa arrasada com meu brinquedo quebrado. Me sentindo a mais rejeitada do mundo por não ter uma foto com branco no fundo de acordo com os desejos secretos do Detran. Logo eu que só queria uma nova identidade.

Agora é esperar ela ficar pronta. Rezar pra sarar o machucado.
Dar um pouco mais de valor pra quem realmente está ao lado.

Gostou? Vai lá, boba!

segunda-feira, 29 de março de 2004

De vez em quando coloco o nome de alguns pretês nos sites de busca.
Conversando com meu roomie, o Manu, ele fez uma pergunta sábia:

COLOCAR O NOME DE ALGUÉM NO GOOGLE É A VERSÃO
ANOS 2000 DE COLOCAR O NOME NA BOCA DO SAPO?


Pesquisar sobre o passado de alguém por quem você se interessa pode parecer no mínimo bizarro.

Um dos meus... er... cancerianos do coração, o Leco, nem imagina que eu já coloquei o nome dele no google. E muito menos que achei coisas incríveis.

Quer dizer, agora ele vai saber. Mas depois de todas as coisas que já sabemos um do outro, esse momento glenn nem é dos mais assustadores.

Lógico que você não vai levantar a ficha do fulano depois da primeira ficada. Se não resistir à curiosidade, OK, faça a busca. Mas não deixe ele ficar sabendo.

A diferença entre "nome no google" e "nome no sapo" é que a primeira (geralmente) é inofensiva. A segunda, não. Mas se você analisar quem ambas são feitas com "más intenções", OK, dá para fazer um jogo de palavras.

Sou viciado em pesquisas no google. Já procurei o nome da minha família todinha: pais, irmãos, padrinho e madrinha. Quando acabou a parentalha, parti para os amigos. E até o meu próprio nome, porque é bom estar prevenido quanto ao que podem achar da gente mesmo, né?

sábado, 27 de março de 2004

reflexão
E AGORA, JOSÉ?

De repente, numa sexta à noite, você sai pra jantar com o cara que reúne tudo o que você esperava.

E você acha fantástico. Ele parece achar também.

E agora?

sexta-feira, 26 de março de 2004

shortcuts
A TRIBO DOS ÍNDIOS SÓS

Marina freqüenta a Disco
Rogério vai à Trash 80’s
Beatriz não perde aquela roda de samba em que acendem uma vela
Guilherme é habitué do Xingu
Ana bate cartão no Fun House

Não faz a menor diferença
Voltam todos para casa sozinhos

terça-feira, 23 de março de 2004

quem semeia vento...
MULHER + FLOR = PENTELHAÇÃO

Uma mulher fica radiante quando recebe flores.
Uma mulher fica irritante quando outra mulher recebe flores na frente dela.

Esta é minha conclusão depois de passar um dia aturando chatas no trabalho que, ao ver um vaso de flores que minha chefe recebeu, vinham colher informações.

Onde me encaixo na história?

Bom, minha mesa fica colada na da chefe. E a chefe está fora de São Paulo hoje. Daí que, sem ter a quem perguntar, as fulanas falavam comigo.

"Que lindas", "alegram o ambiente", "quem mandou, hein?", "faz tempo que não recebo flores". Acredite, teve até uma que veio dizer que vai sempre ao Ceagesp com a mãe comprar flores. QUEM SE IMPORTA?

Quase imprimi uma etiqueta com as informações mais importantes sobre as flores. Ou, sei lá, cogitei a idéia de comprar e distribuir uns vidros do desodorante Impulse pra ver se alguém oferece flores pra essa mulherada invejosa.

O troço já está até murchando, cara!

E pra minha chefe, claro, tenho que comprar um patuá. Porque o que devem ter colocado de olho grande nessas flores... Melhor! Vou fazer o teste da abelha. Solto uma delas e, se a bichinha pousar nas flores e cair dura, é batata: quebranto.

segunda-feira, 22 de março de 2004

dar e receber
A LEI DO MANNY É LEVAR VANTAGEM EM TUDO

O aniversário foi da Glenn mas quem ganhou presente fui eu.
Nada mais apropriado, claro.

Os adoráveis Riobaldo e GomesNeto me deram o DVD de “Atração Fatal”, que estou assistindo em doses homeopáticas: dez minutos por dia, antes de (tentar) dormir.

Sim, eu estou ficando com medo dela.

sexta-feira, 19 de março de 2004

como uma deusa
FELICIDADE PARA ELA

Menina do céu!

Hoje é aniversário da Glenn.



Depois de interpretar Alex Forrest em "Atração Fatal", ela entrou para o panteão dourado das pessoas ciumentas.

quinta-feira, 18 de março de 2004

o fim da dolorosa
FUI NUM PAGODE NA CASA DO ZECA

Demorou, mas a fama de cachaceiro de Zeca Pagodinho finalmente teve recompensa.

E nem venham dizer que álcool faz mal à saúde. Com os R$ 3 milhões da Brahma (mais o que tinha ganho da Nova Schin), Pagodinho pode até comprar um fígado novo. Ou, quem sabe, o aparelho digestivo inteiro.

Ouvi dizer que as vendas de Brahma subiram depois do comercial. Não duvido. Agora é que nem jogar na loto: vai bebendo aí que, uma hora dessas, você tira a sorte grande e vira estrela de comercial

Nas agências de modelo e oficinas de atores, diminuiu o número de interessadas. O sonho do povo agora não é ser a próxima Gisele Bündchen nem o novo galã da novela das oito.

Todos querem ser o próximo Pagodinho, claro!

Observe atentamente os botecos de perto da sua casa. Vai achar várias modelos e até alguns ex-BBB com um pandeiro na mão, tentando compor um samba. E um copo de cerveja do lado, claro. Afinal, a combinação música popular + álcool, o Zeca não me deixa mentir, pode ser o caminho mais curto para a fortuna.

Zeca Pagodinho é o novo ídolo da Central: bebeu tanto, mas tanto, que ficou milionário.


"Hoje a cana é por minha conta!"

terça-feira, 16 de março de 2004

código morse
SEM PALAVRAS

Odeio textos otimistas, pra cima, escritos para fazer você acreditar que a pessoa, produto, evento ou fato em questão são legais, inovadores, perfeitos, bacanas, dignos de registro, último grito, badalado, imperdível.

Odeio textos que são publicidade disfarçada de textos. De barbeador, remédio ou ideologia.
Odeio textos que não dizem nada.
E até os textos que, como este, se propoem a odiar textos.

Odeio textos com fórmula, como os de redação para vestibular. Introdução, desenvolvimento e conclusão.
Odeio textos que evitam repetição de palavras
E até os textos minuciosamente analisados para não repetir nenhuma delas.

E odeio os textos pretensiosos, como este da raiva que meus dedos digitam e vira letra sem sentido na tela. Tão sem sentido quanto os textos todos que li hoje e os textos todos que sempre escrevi.

Odeio textos que emocionam
Odeio textos que transmitem uma grande lição sobre a vida
E também os que falam de amor, morte, doença ou cura.

Odeio textos clássicos publicados nos jornais de domingo
Odeio sílabas e estrofes calculadas de soneto
E sobretudo a rima.

Odeio até a merda do "x" no meio da palavra texto.

Odeio os meus, os seus
Odeio os de quem nem sabe escrever
os de quem vai ler na televisão
ou com o café do dia seguinte

Odeio textos com erros
De ortografia, concordância ou impressão
E odiaria ainda mais que este que escrevo
se eu colocasse algo errado ao lado da palavra "erro" na primeira linha deste parágrafo.
Criativos, engraçadinhos, dramáticos, chocantes

Odeio os textos que marcaram época
Odeio os que estão sendo redigidos neste exato momento
E odeio todos os textos ainda não escritos

Odeio a palavra em todas as suas formas.
E não usaria nenhuma delas aqui
Se houvesse outra maneira de falar
(e ser entendido)
que odeio as palavras e os textos.

segunda-feira, 15 de março de 2004

é pra você mulher (dos outros)
TOCO CRU PEGANDO FOGO

Tentei não pensar nisso.
Abafei. Reprimi. Escondi
Desliguei os telefones, a televisão e o rádio.

Mas eu não consigo parar de pensar no bombeiro da Luma!


sexta-feira, 12 de março de 2004

uau, baby!
EU AMO TELEJORNAIS

Eu paro o que estiver fazendo toda vez que o Caco Barcelos aparece na televisão.



Será que sou só eu?

sometimes I run
sometimes I hide
sometimes I'm scared of you
but all I really want is to hold you tight
treat you right, be with you day and night
baby all I need is time

quinta-feira, 11 de março de 2004

elas por elas
COLOCO O DISCO NA VITROLA

Gosto mais de cantoras do que de cantores

Maria Bethânia em momentos especiais
Gal só das antigas, bem de vez em quando
Cássia Eller para tempo ruim
Zizi Possi, pouca coisa, lembrando de quem a gente ama
Zélia Duncan muito raramente
Ana Carolina nem com pinga mineira de brinde
Ivete Sangalo só no Carnaval da Bahia, porque não tem pra onde fugir
Marina quando as coisas não precisam de você
Marisa Monte de noite na cama, diariamente

Madonna para toda e qualquer ocasião
Whitney Houston combina com dor de cotovelo
Mariah para torturar os vizinhos
Bette Midler para pensar em ex-namorados
Nina Simone em dias bem tristes
Karen Carpenter antes de se matar
Bjork se a tentativa anterior não deu certo
Britney se a solidão está matando você
Cher enquanto você se arruma para sair

Ficou cafona, do tipo de mensagem que se escreve naquelas flâmulas de camelô.
Mas eu bem gostei. E vou bem pra casa agora escutar algumas delas.

quarta-feira, 10 de março de 2004

recado
SOBRE OS POSTS QUE ESCREVO

Minha amiga Adriana Spaca reclamou dos meus posts melancólicos.

Agradeço a opinião dela, compartilhada pelo Creiço e talvez por outros leitores. Ex-leitores em alguns casos. Em parte, concordo com ela. Manter a audiência é questão de oferecer o que o público procura. Aprendi isso na faculdade de jornalismo.

Acontece que escrever o que as pessoas querem saber é o que faço todos os dias no trabalho. Não dá para repetir isso em uma coisa tão pessoal quanto o meu blog.

Penso que um blog é sempre o reflexo das fases vividas por seu autor. E enquanto eu não sentir vontade de escrever coisas engraçadas, não posso me forçar a isso. Se no momento estou apaixonado, desculpem-me, mas meus textos vão falar algo a respeito.

Não quero passar a impressão de que a opinião alheia não me importa. Sobretudo a sua, Adriana, conta muito pra mim. Mas simplesmente não posso espremer posts engraçados. Se eles acontecerem, como no caso do rabino, beleza. Caso contrário, a linha vai ser a que vocês criticaram, como este aí de baixo:

ele nunca vai ler isto
É SÓ SONHO, MAS...

Há dias você não me sai da cabeça
desde que o despertador toca
até a hora em que o programo para me acordar no dia seguinte

Fecho os olhos e é só você que vejo
deitado do meu lado
dizendo que não quer sair do quarto nunca mais

Que no dia seguinte vamos escolher nosso apartamento
nossos móveis
nossos lençóis

De manhã a gente toma suco de laranja
antes de eu vir pro jornal
e de você sair para a universidade

Vez ou outra, no meio da tarde
A gente fugiria do trabalho para se encontrar
só porque deu saudade

Claro, eu morreria de ciúmes de você
E você de mim
E os dois acharíamos isso perfeito

Apesar de algumas brigas feias
ameaças de separação
logo resolvidas com a trepada da reconciliação

Mas soa o despertador outra vez
Vou da cama para o banho, sozinho
Porque há dias você não me sai da cabeça

segunda-feira, 8 de março de 2004

o telefone que toca
LIGA PRA MIM, NÃO DEMORA

Eu não mereço. Nem você, leitor.
Quer saber? Eu conto.

Na sexta, dia 5, saí e enchi a cara.
Fui dormir, bêbado, às sete da manhã.

Às 7h55 _veja bem, antes de oito da manhã de sábado_ meu celular começa a tocar.
Procuro por ele na escuridão do meu quarto e atendo

Do outro lado da linha:


"Aqui é o rabino Henry Sobel..."

Juro. Era ele mesmo. De verdade.
Eu tinha telefonado para ele, que é muito gente fina, na sexta.
Deixei recado e ele estava retornando.

Minha conclusão é que ele deve funcionar no fuso horário, sei lá, de Israel.
Imagine ter que atender o telefone naquele horário, morrendo de sono e com uns quatro uísques ainda sendo digeridos. Daí faça a matemática e me diga se alguém merece. Não, eu não mereço.

cenas do capítulo passado
ACONTECE NA TELEVISÃO. ACONTECE NA VIDA

Hoje terminei de ver a quarta temporada de "Sex and the City".

Sim, Carrie continua enrolada com o Big.
Sim, continuo enrolado com o meu Big.

Toda pessoa tem um Big, penso. Alguém que foi tão importante e especial durante um tempo que, não importa o que aconteça, vai sempre ser importante e especial.

Desde o início da série, os dois já ficaram juntos e brigaram dezenas de vezes. Ele se mudou para Paris, casou. Os dois tiveram um caso. Ela foi morar com outro cara e ficou noiva. Ou seja, não importa o que tenha acontecido. Nem QUEM tenha acontecido. Os dois são um do outro e pronto. Nada vai mudar isso.

No episódio de hoje ele foi morar na Califórnia. "A um vôo de avião de distância", como tentou se consolar a Carrie. Aí a porca torceu o rabo. Porque, trocando o sudoeste americano pelo nordeste brasileiro, percebi que o meu Big também está a um vôo de distância.

E se fosse só a distância geográfica tudo bem. Mas daí há 200 mil coisas que ainda não conversamos. Ou que ainda não sei ou ele não sabe. E, se me permitem roubar mais uma fala da Carrie: "I couldn’t help but wonder"...

Será que a distância física facilita ou dificulta uma relação?

Não, eu não sou capaz de não escrever sobre minha vida pessoal aqui no blog.
E, citando uma fala de filme cafona ("Sintonia de Amor", com Meg Ryan): “Você não quer se apaixonar. Você quer se apaixonar em um filme”.

Talvez seja este o problema.

quarta-feira, 3 de março de 2004

eu preciso dizer

UM BEM LONGE:
Jeito triste de ter você:
Longe dos olhos e dentro do meu coração
"Nuvem de Lágrimas", Chitãozinho e Xororó e Fafá de Belém

O OUTRO, AQUI DO LADO
Perigo é ter você perto dos olhos, mas longe do coração
Perigo é ver você assim sorrindo, isso é muita tentação
"Perigo", Zizi Possi

Por que geografia e paixão são tão difíceis de combinar?

manicures também sabem o bê-á-bá
AI, MEUS DENTINHOS

Estou lendo o livro "Um Milhão de Pedacinhos".

É de um americano chamado James Frey, que conta a história de como se livrou da dependência em drogas. O cara usou de tudo que se possa imaginar e chegou à clínica de reabilitação com os quatro dentes da frente quebrados.

Ontem li a parte em que um dentista restaura os dentes dele. Como ele estava em tratamento de dependência, não podia tomar anestesia nem analgéicos. Sim, o cara fez dois tratamentos de canal a sangue frio. Meu herói.

O livro não tem foto do autor, mas procurei na internet. Olha ele aí:


E eu sabia que ele era gostoso!

Não sei bem porque resolvi ler este livro. Quer dizer, sei médio.

É parte da minha tentativa de uma vida mais regrada: com menos álcool e maluquices. Leio o livro sempre pensando: "espero nunca ficar bêbado de quebrar os dentes".

terça-feira, 2 de março de 2004

mas não falei de intimidades, tá?
MÚSICAS, MEMÓRIAS, MELANCOLIA

2 de agosto de 1996. Eu estava no carro dele. Ele nunca foi de manifestações de carinho e eu já tinha me acostumado a isso. Ele colocou um CD no som e me pediu para prestar atenção na letra, mas eu, acostumado com o fato de ele ser avesso a manifestações de carinho, nem dei muita bola.

Hoje vejo que era o jeito dele de me dizer que também me achava especial. E ouço a música, cuja letra está aí embaixo, para matar um pouco das saudades, que são imensas.

Mais Simples
(José Miguel Wisnik)

É sobre-humano amar
Cê sabe muito bem
É sobre-humano amar, sentir, doer, gozar
Ser feliz
Vê que sou eu quem te diz
Não fique triste assim
É soberano
Está em ti querer até muito mais

A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que achar sua expressão mais simples?

Mas deixa tudo e me chama
Eu gosto de te ter
Como se já não fosse a coisa mais humana
Esquecer
É soberano viver
E como não seria?
Sinto que fiz esta canção
em parceria com você.

segunda-feira, 1 de março de 2004

olha o passarinho é o caralho!
VAI TIRAR FOTO NA CASA DO CHAPÉU, VAI...

Cena 1: No Carnaval, na Bahia, uma anônima pede para tirar fotos com Sabrina Parlatore, apresentadora da Band. Eu, que estava do lado, dei de ombros e perguntei: "Mas será que ela é tão fã assim?"

Cena 2: Aeroporto Santos Dumont, ontem, por volta de oito da noite. Outra anônima se aproxima, desta vez de Patrícia de Sabrit. Tira fotos e sai andando agradecida. Eu, que lia meu livrinho sentadinho na sala de embarque penso: "Mas será que ela é tão fã assim?"

Queria (mesmo) entender que tipo de mecanismo faz as pessoas sentirem vontade de tirar foto ao lado de celebridades tão inexpressivas. OK, elas são bonitas e bem simpáticas. Mas tirar foto? Pra que?

Fico pensando o que essas pessoas vão fazer com o tal retrato. Mostrar para os parentes? Guardar em lugar de destaque na estante da sala?

Vamos partir do fato de que tirar foto com celebridades, qualquer uma delas, é um mico. Eu não tiraria foto nem com minha maior deusa, a Marisa Monte. Mas tem gente que quer ser fotografado até do lado da Géris, ex-"BBB4".

O mesmo vale para a mania ridícula de pedir autógrafo. Que diferença vai fazer, na vida dessas pessoas, ter um pedaço de papel rabiscado por um mané que aparece em programas como "Turma do Didi" ou, sei lá, "Malhação". Ele apareceu na TV, eu não. E daí?