Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004

tanto tempo longe de você
O MEU INFERNO É O CÉU PRA
QUEM NÃO SENTE CULPA DE NADA


Paixão é legal. Mas também pode ser uma merda.
Hoje estou feliz que queria passar o dia deitado pensando n’Ele.
O lado ruim disso é que amanhã Ele não vai estar aqui.
Nem depois.
Nem depois.
Aliás, nem sei se um dia Ele vai estar aqui.

De qualquer maneira, revê-lo foi, de longe, a melhor coisa que aconteceu até agora em 2004.
Quando estou perto d’Ele, não consigo pensar em nada que pareça mais perfeito.
E isso faz eu sofrer um pouco quando estamos longe um do outro.
Ou seja, quase sempre.

Mas este post, mais do que falar sobre Ele, é para comunicar uma decisão que tomei a respeito do blog. Decidi que não vou mais comentar coisas íntimas aqui. O que acontece na minha vida não diz respeito a ninguém. Quem escreve isso não é o personagem Manny Curi que, aliás, parece cada vez mais com os dias contados. É o Alvaro, que decidiu não misturar mais fantasia e realidade.

Mas continuo esperando as visitas dos leitores, de braços abertos. E disposto a falar sobre qualquer coisa que não envolva Ele. Ou cancerianos em geral.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2004

um chopes e dois pastel
PASSAR UMA TARDE EM ITAPOÃ

Paulistanei de vez. Esta é a conclusão a que cheguei hoje à tarde, depois de três dias em Salvador. Entediado com o hotel, onde fiquei trancafiado durante todo o tempo em que não estava trabalhando, peguei um táxi e fui... ao SHOPPING.

Nem nas praias do Rio, minha cidade natal, eu me sinto tão à vontade. Ah! O alívio dos arcos dourados do McDonald's...o logotipo dos cinemas UCI...

Uma vez li que os shoppings servem para os americanos como uma espécie de embaixada informal. Sei lá se é verdade no caso deles, mas certamente vale para quem está acostumado a morar em São Paulo.

Cometi o delito máximo de, em Salvador, comer pedaços de pizza em um lugar chamado Italian Express. E, mais um sinal de paulistanice, achei a pizza uma bosta. Depois fui ver "Quero Ficar com Polly", com Ben Stiller e Jennifer Aniston. Enfim, uma agradável tarde paulistana em plena Bahia.

MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO...

Queria que em São Paulo tivesse praia. Nem que fosse só para caminhar no calçadão.

E UM ÚLTIMO DETALHE...

Ao voltar do shopping me dei conta de que faltavam somente 24 horas para ir buscá-lo no aeroporto. Sim, amanhã vou encontrar com o Eduardo*, o canceriano-original, aqui na Bahia. Não sei exatamente o que vai acontecer. Apenas que conversar com ele vai ser ótimo, só para dizer o mínimo.

*o nome foi trocado a pedido do canceriano

domingo, 22 de fevereiro de 2004

de qualquer forma ele esculacha
MARLBORO É TUDO

Não estou falando do cigarro, mas do DJ.

Faz tempo que estou adiando um post sobre o Marlboro. Mas hoje, ouvindo sucessos como "Era só mais um Silva" e "Catuca" em pleno Carnaval da Bahia, percebi que não dava mais para postergar.

O cara é foda. Segurou uma pita com todo tipo de gente - de patricinhas a Bebel Gilberto - até quase cinco da manhã. E eu, que vim para cá cobrir o Carnaval, perdi o controle dançando como se não houvesse amanhã.

Teve Tati, Claudinho e Bochecha... Enfim, tudo o que eu esperava ouvir no Castelo das Pedras, mas não no camarote do Gil, Expresso 2222.

Então catuca, bi!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004

tititi
ONDE VOCÊ CORTOU O CABELO ANTES?

Por que, em nome de Javé, todo cabeleireiro pergunta isso na primeira vez que corta o cabelo da gente?

Acabei de voltar do salão Matrix, onde é possível cortar o cabelo a preço de banana, aqui no Risca-Faca. É uma beleza porque atualizo todo meu repertório de pobreza com as rádios AM que eles ouvem, faço pose de macho (lá só tem espada) e, melhor de tudo, só pago cinco pilas.

Daí que hoje o "barbeiro" que me atendeu não me conhecia. E, como de costume, perguntou:

(leia o título do post e imagine o cabeleireiro dizendo a frase. Se você ler em voz alta pode até ser divertido)

E eu, bem sério:

"Por que? Não cortaram direito?"

E ele:

"Não, deixou umas pontas aqui."

Eu apontei para o cabeleireiro que trabalhava do lado dele e disse:

"Cortei com ele."

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004

ele é tudo na vida de uma pessoa
ESTOU APAIXONADO MAIS UMA VEZ
(PELO MOÇO DA FOTO ABAIXO, QUE FIQUE CLARO)

Gente, a pergunta do dia é: O QUE É CHICO BUARQUE?



Não consigo mais ficar sem ouvir o CD dele com a Maria Bethânia, gravado ao vivo nos anos 70. Aliás, desde criança conheço esse disco. Todo sábado minhas irmãs o ouviam, enquanto arrumavam a casa. Tem coisa mais suburbana do que mobilizar a família para arrumar a casa no sábado?

Enfim, ninguém fala da alma feminina como o Chico. Nem os gays conseguem, cara. Nunca quis ser mulher, que fique claro. Mas me identifico com a mulherada sofrida das músicas dele.

Geralmente elas são pobres e comem o pão que o diabo amassou das mãos de maridos que enchem a cara. A minha favorita no momento é "Sem Açúcar".

Veja bem a letra e pense se você não passou por algo parecido. Ou se pelo menos não conhece alguém assim...

SEM AÇÚCAR

Todo dia ele faz diferente
Não sei se ele volta da rua
Não sei se ele traz um presente
Não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido
Quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmanche o vestido
Ou nem me adivinha os desejos

Dia ímpar tem chocolate
Dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate
Dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor
Na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor
Eu de noite sou seu cavalo

A cerveja dele é sagrada
A vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada
Sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira
Enquanto ele dorme pesado
Eu rolo sozinha na esteira

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004

escrito às duas da manhã
A SÍNDROME DA FALTA DE COMUNICAÇÃO

Há tempo não vou ao teatro.

Na última fui ver "O Acidente", de Bosco Brasil. Louise Cardoso e Marcelo Escorel vivem personagens esquisitões que se conhecem do trabalho e mal se falam. São apaixonados um pelo outro, mas nunca conseguem expressar isso de maneira clara.

A situação patética dos dois na peça me fez pensar em como somos todos muito ruins de comunicação. E até inventei um distúrbio para definir isso: a Síndrome da Falta de Comunicação, que até o fim do texto vamos chamar de SFC.

A SFC é um tipo de doença que nunca acomete um cidadão só. Para cada vítima, há sempre um equivalente que sofre na mesma medida, só que em direção oposta. Sim, há casos de pessoas que não conseguem se comunicar direito com elas mesmas, mas ainda não foram devidamente estudados.

Já vivi casos crônicos de SFC. Não sou o único. Aliás, a Organização Mundial de Saúde deveria incluí-la na lista dos grandes males modernos, da qual já fazem parte a obesidade e o alcoolismo. Afinal, é comum encontrar pessoas com 20 ou 30 e poucos anos com sintomas deste distúrbio.

Se você sofre da síndrome, saiba: existe alguém do outro lado da linha que tem o mesmo problema, com a mesma intensidade e pensando em você do mesmo jeito. Mas nenhum dos dois vai telefonar, claro, porque não pega bem.

O maior sintoma já registrado é que, apesar de avessos à comunicação telefônica, vítimas da SFC apresentam intensa atração física se colocados nas mesmas condições de temperatura e pressão (leia-se festas e eventos sociais).

O problema é o "day after". As ressacas, não de bebida mas de SFC, estão entre as piores. E o Ministério da Saúde deveria advertir, fazer algo para colocar na nossa cabecinha que determinadas pessoas, como certas substâncias, são prejudiciais à saúde mental.

E, ao contrário do raciocínio óbvio, cortar todas as formas de contato parece não ter efeito na cura do distúrbio. Pelo contrário, em paciente estudados na universidade americana Johns Hopkins, o isolamento e determinação em romper o vínculo resultaram num aumento posterior do ruído na comunicação.

Vou continuar estudando a SFC. Voltamos a qualquer momento com novos boletins.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004

é isso aí
APAREÇA PARA UMA VISITA

Já que estou falando de links e mendigando visitas, convido você, querido cliente, a aparecer no meu Fotolog.

Hoje tem foto minha com meu irmão, o Nico.

Quer ir lá? Clica aqui e vai ver minha fuça. Só não estranhe a barba, porque estou deixando crescer.

virei margarina
OS NEGÓÇO VAI BEM, MININA

Wanderley Nunes, Celso Kamura, Marco Antônio de Biaggi e Manny Curi.

Sim, eu entrei para o time dos grandes profissionais das tesouras: abri uma filial do meu salão. Fica ali, no Centro Comercial Delícias Cremosas.

Claro, agora que não faço só unha vai ser mais difícil marcar hora. Por isso o preço do corte e da unha vai aumentar. Fiz curso de cabelereiro no Senac de Campo Grande no Rio, quando tinha 17 anos. E agora fiz uma pós em franjas e corte V no So Ho School.

Ou seja, apareçam lá. E aqui. E, se você for gostosinho, pode aparecer na minha casa também. É só marcar.


Se joga no ABC da manteiga, bi!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004

um passo de cada vez
LOVE IS JUST A GAME

Tem gente que odeia o cd "Tribalistas".
Eu não. Pelo contrário, adoro. E muito.

Mas de todas as músicas do CD a minha favorita é esta:

Um a um
(Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown,Marisa Monte)

Eu não quero ganhar
Eu quero chegar junto, sem perder
Eu quero um a um com você
No fundo não vê
Que eu só quero dar prazer
Me ensina a fazer canção com você
Em dois
Corpo a corpo me perder
Ganhar você
Muito além do tempo regulamentar
Esse jogo não vai acabar
É bom de se jogar
Nós dois um a um
Nós dois um a um
Nós dois um a um
Nós dois
Eu não quero ganhar
Eu quero chegar junto sem perder
Eu quero um a um com você
No fundo Não vê
Que eu só quero dar prazer
Me ensina a fazer canção com você
Em duo
Pouco a pouco me perder
Ganhar você
Esse jogo não vai acabar
É bom de se jogar
Nós dois um a um
Nós dois um a um

terça-feira, 10 de fevereiro de 2004

de um tudo
EU E A SPACA RECOMENDAMOS



As primas da Adriana Spaca já se cadastraram no Bangu Love. E você?

O que? Ainda não conhece? Clique aqui.

apagaram tudo, pintaram tudo de cinza
OS LUGARES-COMUNS DA GENTILEZA


Poucas coisas me irritam tanto quanto os lugares-comuns da gentileza.
Não entendeu? Então pensa comigo...

UM) Morre um parente de um amigo. O primeiro impulso de nove em cada dez pessoas é dizer:

Que o parente "faleceu"

e

Meus pêsames

Ficou claro, agora? O que custa dizer para a outra pessoa que sente muito a perda dela? E que alívio pode vir da palavra "falecer" em vez de "morrer"?

Vamos ilustrar novamente, caso não tenha ficado claro:

DOIS) Fulano está de saída da empresa onde trabalhava. Não importa se foi mandado embora ou pediu as contas.

Ele manda um e-mail para toda a empresa, da copeira ao presidente, dizendo que está "partindo em busca de novos desafios".

Mesmo que o desafio seja assistir ao programa do Clodovil enquanto espera o seguro-desemprego.

A resposta-cretina-padrão é:

Boa sorte na nova empreitada

Entendeu?

Por que será que as pessoas precisam tanto de formulários para se relacionar, hein?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004

ele, ele mesmo e eu
LONGE DOS OLHOS, DENTRO DO MEU CORAÇÃO

cá estou, em são paulo, pensando em amor novamente
ou melhor, ainda pensando em amor

acho que é essa a melhor maneira de falar
de alguém que saiu da minha vida há quatro anos
e voltou na semana passada

com tanta intensidade que parece nunca ter ido embora
do meu coração, pelo menos, nunca foi embora mesmo
só estava lá, latente, guardado, sob controle

voltou, mas continua longe
fisicamente
aumenta a saudade, a ansiedade, o medo de dar errado
mas já deu certo uma vez
antes de dar errado, eu digo

sei que pertenço a ele
no sentido mais "música-da-maria-bethânia" que isso pode ter
e assim levo os dias por aqui

eu me divirto com as pessoas que aparecem
mas no final do dia, é para ele que volto
e isso já me basta

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

betty, marcelo, pc, reginaldo...
MANDA ELE ME LIGAR!



Eu tenho um tesão ENORME pelo Kevin Spacey

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004

jovens tardes de quarta-feira
UM MOMENTO FAMÍLIA...

Hoje senti vontade de ter um filho. Não foi a primeira vez, claro.

Estava fazendo uma matéria e o filhinho de uma das pessoas entrevistadas era uma das crianças mais fofas da história da humanidade. Só 4 anos, olhinho azul, cabelinho castanho claro. E muito, muito engraçado. "Eu gosto mais dos números do que dos nomes", ele me falou assim que cheguei.

Daí minha obsessão por signos me fez perguntar: Que dia você faz aniversário?

"1º de julho", ele disse.

Sim, até as crianças engraçadas e fofas que eu encontro são cancerianas.


... E OUTRO DE (QUASE) PUTARIA

Entrevista terminada, saí da casa e andava pelas ruas dos Jardins. O trânsito parado, gotas de chuva começavam a cair.

E notei, no meio do engarrafamento um loiro inacreditável dentro de um guincho cacareco. Com um pedaço do rosto sujo de graxa. Eu encarei com toda a vontade de encarar que um homem pode ter.

Sério, cara. Ele devia ter uns dois metros de altura, loiro com cara de machão da periferia e olho azul. Basicamente um coadjuvante de "Massacre no Bairro Gay".

Ele encarou de volta. Eu continuei olhando. Ele também. E eu pensei: “Aposto que, no meu mapa astral, as estrelas formam a palavra "messalina".

Aí o sinal abriu.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2004

aquele garoto que queria mudar o mundo...
MASSACRE NA LOCADORA DO RISCA-FACA

Na semana passada aluguei, na inacreditável locadora do Risca-Faca, o igualmente inacreditável "Massacre no Bairro Gay". Isso mesmo! Mais uma jóia do pornô para minha coleção de menino santinho.

A trama é básica (novidade): em um bairro de casas muito ricas, os seguranças mantêm a ordem comendo todos os ladrões que aparecem por lá. Nada a ver com o filme em que o massacre se passa em um bairro japonês, né? Mas eu bem gostaria que o Kurt Russell fosse um dos ladrões.

Acontece que eu tinha que devolver o filme no sábado e esqueci. Na segunda, já com a multa da locadora pesando sobre minha cabeça, fui procurar o filme.

E QUEM DISSE QUE EU ACHAVA?

Minha primeira conclusão: meu roommate deve ter pego emprestado. Não tinha. E eu me vi na ridícula situação de revirar o quarto em busca do "Massacre no Bairro Gay".

Só encontrei depois de meia hora. A empregada tinha enfiado atrás dos meus CDs e, por isso, eu não achava de jeito nenhum. Ela ainda fica chocada com minhas seleções cinematográficas...

Cheguei à Locadora do Risca quando faltavam cinco minutos para fechar. Esbaforido. E o funcionário, ao ver o filme e notar que eu estava ofegante, deu um sorrisinho. E APOSTO que pensou: "Quis bater uma última punheta antes de entregar, só porque estava com atraso e quase se fodeu".