Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

amar como jesus amou
ÁREAS, HIPÉRBOLES E PARÁBOLAS

Os formatos, cores, tamanhos... Todo ser humano é como um poliedro.

Sim, isso mesmo. Exatamente como aquelas figuras das aulas de desenho do ginásio, quando tudo de que a gente precisava para ser feliz era de um conjunto de esquadros, transferidor e compasso novos.

Deviam inventar instrumentos que nos fizessem entender melhor os poliedros. As pessoas, eu digo. Porque, tudo bem quando você lida com um cubo perfeito, de seis lados exatamente iguais e cujas distâncias são facilmente calculáveis.

Mas eu nunca vou saber lidar com um icosaedro, por exemplo. Aquele que tem vinte lados. E eu tenho uma grande tendência a me aproximar desses, sobretudo aqueles irregulares: sempre uma cara diferente. Uma para quando está comigo, outra quando fala com um amigo meu e outra ainda, para quando não há ninguém perto. A gente não sabe (nem eles mesmos) qual faceta escolher no final das contas.

Icosaedros irregulares cabem em poucas prateleiras. Dependendo do material de que são feitos podem ser extremamente frágeis ou bastante pesados. Os de cristal ou vidro precisam de atenção e manutenção constantes, coisa de que nem sempre a gente consegue dar conta. Os de ferro, cobre e metais em geral pesam mais do que dá para carregar e se tornam um fardo. Vale ter boa vontade com eles, sim. Mas é preciso entender, tanto nós quanto eles, que persistência é, como o grafite dos lápis, um recurso limitado.

Sempre fui um ótimo aluno, daqueles que passam de ano no terceiro bimestre. Mas a única vez na vida em que precisei fazer quinta prova – vergonha das vergonhas – foi em desenho geométrico. Eu não consegui fazer um icosaedro. Hoje entendo a razão.

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