Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

terça-feira, 23 de dezembro de 2003

sou piegas e acho isso bonito
O MEU CERTO ALGUÉM

Sem ele o tempo se arrasta.
Com ele, nem lembro que existe tempo.

Tenho dúvidas sobre esse papo de alma gêmea. Mas nenhuma dúvida de que ele faz comigo coisas que ninguém mais consegue.

De tão especial, ele devia ser "Ele", com caixa alta.

Perdoe, leitor, o festival de pieguice. É fruto da conversa telefônica que acabo de ter com o que cara que mais amei na vida : o canceriano zero, o primeiro de toda a série de caranguejos de que vivo falando aqui.

Hoje vivemos em Estados diferentes. Mas foram quase dois anos de uma coisa parecida com um relacionamento. Que ia e vinha, parava e recomeçava e nunca chegou a lugar nenhum.

Voltamos a nos falar em abril deste ano, depois de quatro sem contato. O curioso (e desesperador) é que assim que nos vimos tive a impressão de que nem um diazinho sequer tinha passado.

Não, não existe a menor possibilidade de que a gente volte a ter qualquer envolvimento maior do que esses tais telefonemas. Um almoço ou jantar talvez, uma viagem de férias, quem sabe.

Quando ele veio me visitar a gente passou uma tarde de domingo juntos. Poucas vezes tive a sensação de estar em uma situação tão perfeita, tão ideal. Tão fora da minha realidade.

Uma pessoa sábia fugiria de um sentimento forte assim.

Eu não. Só sinto mais vontade de que ele estivesse em casa quando eu chegasse do trabalho. E que ele me olhasse e dissesse que quer ficar comigo até o fim da vida.

Há dias em que não consigo escapar da sensação de que vamos terminar a vida juntos. Ou da impressão de que, não importa com quem eu esteja, terei de jogar tudo para o alto se ele aparecer e me chamar de volta.

Outro dia vi um filme que falava de amor incondicional. Uma das personagens dizia que é o tipo de sentimento sobre o qual não se pode fazer nada, a não ser aceitar. É como me sinto em relação a ele. E ele nem precisa me amar de volta. "O que não é o caso", ele respondeu, com seu jeito bem próprio de me sugerir as coisas em vez de dizer claramente. À maneira dele, ele também me ama. E eu levei quase dez anos para entender isso.

Nada vai mudar o que sinto por ele. Eu não poderia, mesmo se quisesse. Nem ele. Mas é o tipo de amor que muda a vida de qualquer um. Mudou a minha. E a dele também.

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