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o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

domingo, 14 de dezembro de 2003

a regra é clara
SOBRE REENCONTROS COM EX-NAMORADOS

Esteja fabuloso quando for reencontrar um ex-namorado.

Com a regra das séries e novelas em mente, escolhi uma camisa social bacana, calça e sapato para o amigo oculto da minha turma de faculdade, ontem à noite. Sabia que lá veria Leonardo, meu ex-namorado. E queria estar fantástico.

Antes de ir para a festa passei no Barra Shopping e, ao me ver em um espelho, percebi que aquele não era eu. Era ele. Ou melhor, era eu vestido do jeito que ele gostava de me ver.

A solução - que chato! - foi comprar roupas novas. Passei do social ao casual: camiseta, bermuda e um par de tênis amarelos que paquerava havia séculos. Mantive somente a barba e os óculos, porque sei que ele gosta, mas eu também.

O reencontro, ao contrário do que acontece na televisão, não teve nada de tenso. Nenhum mal-estar. Faz quase dois anos que terminamos, por decisão mútua, com direito a recaídas. Há um ano ele namora outro, canceriano, porque até meus rivais parecem parte do meu carma zodiacal. O Léo, a propósito, não é de câncer. É pisciano.

Ele me pareceu um pouco mais gordo. Ponto pra mim, pensei, 15 quilos mais magro do que quando a gente namorava. Daí vi que era ele quem tinha muitos mais pontos do que eu: a mesma cara de quem precisa de colo. E continua tão adorável e engraçado e inteligente. E estava de barba... Todas as coisas boas que eu via nele parecem ainda melhores. Nada como a distância.

Deu saudade. Muita. De conversar com ele no fim do dia, de fazer planos, ir ao cinema, sair para jantar e de vir para o Rio para ficarmos juntos. Vi que ainda o amo e que ele me ama também. Mas hoje de uma maneira diferente, como se ama a um amigo muito, muito especial.

O fato é que devia haver no mundo pelo menos mais 40% de caras como o Léo. É o mais especial que conheço, com quem tive o prazer (porque, além de tudo ele trepa bem) de conviver por três anos. E que, eu sei, nunca vai deixar de ser importante pra mim.

A gente conversa se olhando nos olhos e isso, ao contrário do que costuma me acontecer, não me intimida. Falamos sobre como vai a vida e o Rio e São Paulo e minhas férias e as dele...

No meio daquele papo, percebi que minhas roupas eram a coisa menos importante para um cara que me conhece como ninguém. E, diante de alguém assim, ainda que eu estivesse com minha camiseta mais antiga, ele continuaria me achando especial.

Até porque, pensando às avessas, eu não prestei tanta atenção ao que ele vestia. Exceto que a bunda dele parecia mais arrebitada naquela calça.

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