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o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

sexta-feira, 19 de dezembro de 2003

é loteria
E SE FOR ALGUÉM MUITO ESPECIAL?

Em uma cidade como São Paulo, onde há pelo menos três festas diferentes por noite, conhecer pessoas novas é tão certo quanto ficar preso no trânsito às seis da tarde.

Fiz um levantamento de quantas pessoas novas conheço toda semana. Há sempre um amigo de um amigo de um amigo. Alguém que "é super engraçado" ou "faz camisas incríveis" ou "é animadíssimo". Ou, no mínimo, um bom contato para o trabalho. Entre "ois" e "muito prazer" percebi que são pelo menos dez novas almas entre segunda e domingo.

A maioria não vai fazer a menor diferença no fim das contas. Mas o que me deixa encucado é pensar que, de todos esses, alguém poderia ser mais do que um "amigo da balada". E se houver alguém realmente especial nesse bolo?

Pensei nisso ontem, no AmpGalaxy. Foi lá que, em maio, conheci o Canceriano nº1, alguém que definitivamente mudou minha vida. E imaginei: e se, na noite em que o conheci, eu tivesse escolhido ir para o D-Edge? Será que teríamos nos conhecido de outra maneira?

O mesmo pensamento vale para todas as outras escolhas de eventos, locais e horários de almoços e jantares. É uma matemática angustiante de infinitas possibilidades.

Será que, além de acertar na roupa, é preciso ter um bom faro para escolher o evento ideal? E como saber se "the next best thing" espera por mim na locadora da esquina, no vernissage da galeria Luisa Strina ou na festa da Miss Sixty?

A vida era mais fácil quando a única escolha era ir ou não ao bailinho do pessoal da escola.

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