Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

segunda-feira, 29 de dezembro de 2003

não é pirataria, é identificação
CORAÇÃO É BURRO, MAS É GRANDE

Acabei de ler o texto abaixo no blog do Dan Zero, um cara que, percebi agora no final do ano, parece ser muito legal.

Ele tem uns surtos de melancolia bem parecidos com os meus e acabo de colocá-lo na minha lista de clientes VIPs, aí à direita.

Como me identifiquei muito com o texto, peguei emprestado para usar como mensagem de fim de ano. O grifo em negrito é meu.

["A Única Bagagem que Você Carrega"]

Não é fácil.
Não é solicitado.
Mas é pior quando não é correspondido.
Ou quando chega no tempo errado.
Na hora errada.
Mesmo com a pessoa certa.

Talvez essa pessoa não seja a certa.
Talvez essa pessoa não mereça ser a certa.
Mas por um momento você acreditou que era.
E esse momento pode ter sido 5 anos.
Pode ter sido 5 meses ou 5 semanas.
Pode até mesmo ter sido 5 dias.
Mas o momento valeu e você amou.

E você agora não consegue deixar isso para trás
- porque você simplesmente não deixa de amar.
Ninguém deixa de amar alguém
- porque eu acredito que nosso coração é burro, mas grande.
Você no máximo diminui a intensidade desse amor
- porque você precisa continuar vivendo.

Mesmo se a intensidade da sua vida não seja a mesma de antes
- porque você tem ainda muito tempo pela frente.

É muito tempo para sofrer, verdade.
Mas muito tempo para ser feliz também.

É possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
É.
Para mim, é.
É justo com uma das pessoas que você ama?
Não.
Mas aí é você que ter que ser justo.
Mais importante: ser justo consigo mesmo!

Porque o amor não é justo.
Ele pode fazer você de capacho de pessoas.

Pessoas essas que não são as melhores do mundo.
Ou que não te façam bem.
Mas é injusto e você não escolhe.

Eu quero ser feliz. E essa é minha escolha.
Preciso continuar a caminhar.
Não vou comprar felicidade na padoca da esquina.
Eles não vendem felicidade na padoca da esquina.

Um novo amor há de ser encontrado.
Um dia aí
(porque nosso coração pode ser burro, mas é grande).
E que ele seja correspondido.
Isso é solicitado.
Mas isso não é fácil.
Porque os velhos amores nunca são deixado para trás.
Não completamente.
Só se tornam velhos.

E você tem que saber dar espaço para o novo.
Às vezes ele não será tão intenso.
Tão apaixonante.
Mas talvez seja melhor assim.

==

Dan, desculpe o abuso de reproduzir seu post. Mas é que meu coração também é burro e grande e precisa saber dar espaço para o que é novo. O de muitos leitores do blog também, creio.

Feliz 2004 para todos, então.

Manny

quinta-feira, 25 de dezembro de 2003

questão de lógica
PENSE COMIGO

Roberto Carlos é O Rei.



Ele tem uma filha chamada Luciana Braga.



Partindo do princípio de sucessão monárquica, devemos concluir que ela é A Princesa? Indo mais longe, ela será A Rainha algum dia?

fragmentos
COMECEI A LEMBRAR DE ONTEM

Álcool sempre me deixa sincero.
E claro que acabei falando demais ontem.

Ai que ódio!

quebra-ossos
BEBI, BEBESTE, BEBEMOS...

E ontem dei perda total na Trash Natal.

Calma, nada a ver com acidente de carro. A vítima foi meu fígado. Antes de uma da manhã já tinha tomado meia garrafa de lambrusco. E eu nem gosto de lambrusco...

Depois tomei duas garrafas de algo que tentava ser champanhe. Duas! Costumo dizer que champanhe é o óbito silencioso: você bebe achando que não vai dar nada e, quando vê, tá no bagaço.

Por volta de duas da manhã fui me deitar em cima de uns pufes. E acordei às cinco. Vou reconstituir a noite com os amigos e depois conto os detalhes...

terça-feira, 23 de dezembro de 2003

sou piegas e acho isso bonito
O MEU CERTO ALGUÉM

Sem ele o tempo se arrasta.
Com ele, nem lembro que existe tempo.

Tenho dúvidas sobre esse papo de alma gêmea. Mas nenhuma dúvida de que ele faz comigo coisas que ninguém mais consegue.

De tão especial, ele devia ser "Ele", com caixa alta.

Perdoe, leitor, o festival de pieguice. É fruto da conversa telefônica que acabo de ter com o que cara que mais amei na vida : o canceriano zero, o primeiro de toda a série de caranguejos de que vivo falando aqui.

Hoje vivemos em Estados diferentes. Mas foram quase dois anos de uma coisa parecida com um relacionamento. Que ia e vinha, parava e recomeçava e nunca chegou a lugar nenhum.

Voltamos a nos falar em abril deste ano, depois de quatro sem contato. O curioso (e desesperador) é que assim que nos vimos tive a impressão de que nem um diazinho sequer tinha passado.

Não, não existe a menor possibilidade de que a gente volte a ter qualquer envolvimento maior do que esses tais telefonemas. Um almoço ou jantar talvez, uma viagem de férias, quem sabe.

Quando ele veio me visitar a gente passou uma tarde de domingo juntos. Poucas vezes tive a sensação de estar em uma situação tão perfeita, tão ideal. Tão fora da minha realidade.

Uma pessoa sábia fugiria de um sentimento forte assim.

Eu não. Só sinto mais vontade de que ele estivesse em casa quando eu chegasse do trabalho. E que ele me olhasse e dissesse que quer ficar comigo até o fim da vida.

Há dias em que não consigo escapar da sensação de que vamos terminar a vida juntos. Ou da impressão de que, não importa com quem eu esteja, terei de jogar tudo para o alto se ele aparecer e me chamar de volta.

Outro dia vi um filme que falava de amor incondicional. Uma das personagens dizia que é o tipo de sentimento sobre o qual não se pode fazer nada, a não ser aceitar. É como me sinto em relação a ele. E ele nem precisa me amar de volta. "O que não é o caso", ele respondeu, com seu jeito bem próprio de me sugerir as coisas em vez de dizer claramente. À maneira dele, ele também me ama. E eu levei quase dez anos para entender isso.

Nada vai mudar o que sinto por ele. Eu não poderia, mesmo se quisesse. Nem ele. Mas é o tipo de amor que muda a vida de qualquer um. Mudou a minha. E a dele também.

dúvida cruel
O QUE É TÃO ENGRAÇADO?

Outro dia de manhã estava vendo "Sítio do Pica-Pau Amarelo" e, em uma das cenas, a Cuca e uma barata gigante faziam planos do mal.

O que me deixou encucado, se me permitem o trocadilho infame, foi que elas davam aquelas gargalhadas típicas de vilão. Típicas de vilão?


Ha ha ha ha haaaaaaaa haaaaaa ha haa ha ha ha ha

Sim, comecei a me perguntar: por que vilão sempre gargalha? O que há de tão engraçado em frases como "vou destruí-la", "todos ficarão sob o meu domínio" ou "o mundo será meu"?

Quem será que inventou que vilão tem que rir alto? Até porque, na vida real, as pessoas más costumam ser bem low profile. Fazem suas maldades sem alarde, para ninguém atrapalhar.

No dia que a Cuca parar de rir alto, talvez ela consiga dar cabo da Dona Benta e ficar com o sítio só pra ela.

P.S.: O Rabicó da nova versão do sítio é um idiota. Merecia virar salsichas Wilson.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2003

by the way
RESOLUÇÕES DE ANO-VELHO

Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.
Não vou mais fazer isso. Não vou mais fazer isso.

passárgada
RESOLUÇÃO DE ANO-NOVO. PARA 2005

Vou embora de São Paulo em janeiro de 2005.

O destino mais provável é Nova York, cidade onde sinto vontade de viver desde quando tinha uns 12 anos.

Detesto resoluções de Ano-Novo. É sempre a mesma ladainha: vou ser mais sensato, mais maduro, começo a malhar, preciso controlar mais meu nervosismo... Como se a mudança de ano pudesse resolver coisas que anos de terapia não conseguiram!

Só abri uma exceção porque minha decisão não foi tomada por causa do Revéillon. É que, durante as férias, percebi que quase nada me prende a São Paulo. E que se não for em 2005, quando tiver 27 anos, vai ficar (ainda mais) tarde.

Assim, se vou mudar alguma coisa em 2004, é só porque vou precisar ficar pão-duro, para juntar dinheiro.

E para as pessoas queridas eu digo: quero aproveitar ao máximo os próximos 12 meses com vocês. Mas não me peçam pra comprar porra nenhuma por lá.

umbiguismo é tudo
SALDOS DE BALANÇO

Hoje acabaram minhas férias.
Cá estou, de volta ao trabalho.

Acabou ontem o signo de sagitário que, para minha sorte, passei todinho de férias.

Fui pra Fortaleza, enchi a cara, voltei, gastei um dinheirão co DVDs e assisti às três primeiras temporadas de "Sex and the City". Ah, e de "Friends" também.

Não fui ao médico, não renovei minha carteira de motorista nem meu RG. Fui dormir às seis da manhã várias vezes e quebrei meu recorde de acordar tarde: levantei às oito da noite em um dos 38 dias de folga.

sábado, 20 de dezembro de 2003

chuta que é macumba
AH! QUANTA NOSTALGIA...

Ontem me dei conta de que, nesta semana, fez um ano que conheci pessoalmente os primeiros amigos da Trash.

Foi na minha ex-casa, em uma festinha que armei para beber o que ainda havia sobrado do meu aniversário. A lista de convidados ficou a cargo da Adriana Spaca.

E assim entraram na minha vida o Zeezo e a Gigi, o Poveza, a Bia e o Manu, com quem acabei vindo morar depois. Curioso como a vida dá voltas, não?

Abaixo, a minha primeira foto com a Spaca:


E, sim, eu me arrependo muito do cavanhaque...

Pra saudar os novos amigos, promovi um sorteio de jabás cafonas. Spaca ganhou o kit Zezé di Camargo e Luciano da Marabraz.


Mas só porque eu roubei no sorteio


Manu, em uma pose masculina. Beeeem masculina...

Naquela noite, eu fiquei bêbado e joguei panetone amassado na bolsa do Poveza.


Que encontrou sua vocação rapidamente


O Farofa ainda parecia o "urso do cabelo duro"


Sim, o Zeezo já era fofo naquela época


E assim nasceu o neologismo "cafonismo"


Duelo de titãs


Vermelhou

sexta-feira, 19 de dezembro de 2003

é loteria
E SE FOR ALGUÉM MUITO ESPECIAL?

Em uma cidade como São Paulo, onde há pelo menos três festas diferentes por noite, conhecer pessoas novas é tão certo quanto ficar preso no trânsito às seis da tarde.

Fiz um levantamento de quantas pessoas novas conheço toda semana. Há sempre um amigo de um amigo de um amigo. Alguém que "é super engraçado" ou "faz camisas incríveis" ou "é animadíssimo". Ou, no mínimo, um bom contato para o trabalho. Entre "ois" e "muito prazer" percebi que são pelo menos dez novas almas entre segunda e domingo.

A maioria não vai fazer a menor diferença no fim das contas. Mas o que me deixa encucado é pensar que, de todos esses, alguém poderia ser mais do que um "amigo da balada". E se houver alguém realmente especial nesse bolo?

Pensei nisso ontem, no AmpGalaxy. Foi lá que, em maio, conheci o Canceriano nº1, alguém que definitivamente mudou minha vida. E imaginei: e se, na noite em que o conheci, eu tivesse escolhido ir para o D-Edge? Será que teríamos nos conhecido de outra maneira?

O mesmo pensamento vale para todas as outras escolhas de eventos, locais e horários de almoços e jantares. É uma matemática angustiante de infinitas possibilidades.

Será que, além de acertar na roupa, é preciso ter um bom faro para escolher o evento ideal? E como saber se "the next best thing" espera por mim na locadora da esquina, no vernissage da galeria Luisa Strina ou na festa da Miss Sixty?

A vida era mais fácil quando a única escolha era ir ou não ao bailinho do pessoal da escola.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2003

a número 1 das boléias
SANTO REMÉDIO

Meu DVD quebrou. Só lê alguns discos.

Em dias assim, só alguém muito caricato pra me fazer esboçar um sorriso.


Ela, por exemplo

é a minha natureza
POR QUE EU SOU ASSIM?*

Não adianta. Tento me convencer do contrário, mas hoje vi que sou REALMENTE muito ciumento.

Fui a um evento com o Canceriano nº 1. E, claro, a gente não tem nada oficialmente: não namoramos nem somos casados. Tanto que sou livre para ficar com quem quiser e ele também.

Mas quando eu percebo que alguém por perto dá sinal de que quer ficar com ele, vem à tona toda a Glenn que existe dentro de mim. Como aconteceu no tal evento (e no meu aniversário, no dia 6, mas aí é história pra outro dia).


Glenn, minha musa

A gente dividiu a mesa com um grupo grande. Daí tinha um menino que não parava de puxar assunto com ele. Sabe aquelas pessoas que se jogam em cima da outra, com direito a pegar no braço quando ri? Caraca, que ódio...

Eu, ao lado, diplomaticamente me inteirava da conversa. Porque, você sabe, o melhor jeito de vencer gente assim é se fazer de amiga. E nisso sou imbatível.

Por dentro, minha vontade era de pegar um garfo e enfiar na batata da perna do moleque. Que sem noção! Por fora, eu ria das piadas dele e colocava a mão no braço do Canceriano nas mesmíssimas horas que ele.

O sujeitinho era de áries. Ou seja, uma ameaça em potencial. Gente de áries é assim: quando quer uma coisa, vai até o fim do mundo pra conseguir.

Então eu vou fazer o seguinte: espero ele escondido atrás de alguma curva, lá no fim do mundo. Quando a bicha aparecer, ei jogo água fervendo. Desgraçado!

Papo de doido, né?

Como diz Adriana Spaca: "Eu sou muito legal, mas não mexe com o que é meu". E olha que, nesse caso, ele nem é meu.

*título homenagem ao senhor Philipinas

terça-feira, 16 de dezembro de 2003

me dá nos nervos
QUERO SER JOHN MALKOVICH

Já reparou que é impossível começar a conversar sobre séries como "Sex and the City" e "Friends" sem que alguém da roda diga: "Eu sou a Carrie" ou "Eu sou a Samantha" ou "Minha irmã é muito igual à Monica"?

Caralho, que troço chato! Por que diabos as pessoas têm tanta necessidade de ser outras pessoas que não elas mesmas?

Tudo bem, a vida de Carrie e suas amigas é mesmo fantástica: festas incríveis com caras maravilhosos em sapatos e roupas fabulosos. E pouco, bem pouco trabalho. Mas será que só isso explica o fato de que todos querem ser uma delas?

E outra: por que as pessoas acham que a gente vai se importar de saber quem eles seriam na série? Eu, por exemplo, não lembro quem seria ninguém. Só lembro que ninguém quer ser a Charlotte. E até eu, que odiava a moça tenho me identificado com a vontade dela de casar (o que acabou acontecendo na terceira temporada). Por isso estou quase começando a dizer que sou a Charlotte.

Com "Friends" isso já não acontece tanto hoje. Mas houve um tempo em que era febre. E haja nicks como Ross ou Chandler no ICQ. Eu mesmo, confesso, usava Ross. Que atire o primeiro mouse quem nunca declarou ser um personagem de série e/ou novela!

E já que essa mania é chata, mas o blog é meu, vou terminar dizendo:


EU SOU A CARRIE


domingo, 14 de dezembro de 2003

a regra é clara
SOBRE REENCONTROS COM EX-NAMORADOS

Esteja fabuloso quando for reencontrar um ex-namorado.

Com a regra das séries e novelas em mente, escolhi uma camisa social bacana, calça e sapato para o amigo oculto da minha turma de faculdade, ontem à noite. Sabia que lá veria Leonardo, meu ex-namorado. E queria estar fantástico.

Antes de ir para a festa passei no Barra Shopping e, ao me ver em um espelho, percebi que aquele não era eu. Era ele. Ou melhor, era eu vestido do jeito que ele gostava de me ver.

A solução - que chato! - foi comprar roupas novas. Passei do social ao casual: camiseta, bermuda e um par de tênis amarelos que paquerava havia séculos. Mantive somente a barba e os óculos, porque sei que ele gosta, mas eu também.

O reencontro, ao contrário do que acontece na televisão, não teve nada de tenso. Nenhum mal-estar. Faz quase dois anos que terminamos, por decisão mútua, com direito a recaídas. Há um ano ele namora outro, canceriano, porque até meus rivais parecem parte do meu carma zodiacal. O Léo, a propósito, não é de câncer. É pisciano.

Ele me pareceu um pouco mais gordo. Ponto pra mim, pensei, 15 quilos mais magro do que quando a gente namorava. Daí vi que era ele quem tinha muitos mais pontos do que eu: a mesma cara de quem precisa de colo. E continua tão adorável e engraçado e inteligente. E estava de barba... Todas as coisas boas que eu via nele parecem ainda melhores. Nada como a distância.

Deu saudade. Muita. De conversar com ele no fim do dia, de fazer planos, ir ao cinema, sair para jantar e de vir para o Rio para ficarmos juntos. Vi que ainda o amo e que ele me ama também. Mas hoje de uma maneira diferente, como se ama a um amigo muito, muito especial.

O fato é que devia haver no mundo pelo menos mais 40% de caras como o Léo. É o mais especial que conheço, com quem tive o prazer (porque, além de tudo ele trepa bem) de conviver por três anos. E que, eu sei, nunca vai deixar de ser importante pra mim.

A gente conversa se olhando nos olhos e isso, ao contrário do que costuma me acontecer, não me intimida. Falamos sobre como vai a vida e o Rio e São Paulo e minhas férias e as dele...

No meio daquele papo, percebi que minhas roupas eram a coisa menos importante para um cara que me conhece como ninguém. E, diante de alguém assim, ainda que eu estivesse com minha camiseta mais antiga, ele continuaria me achando especial.

Até porque, pensando às avessas, eu não prestei tanta atenção ao que ele vestia. Exceto que a bunda dele parecia mais arrebitada naquela calça.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2003

pesos e medidas
EU AQUI, PENSANDO EM HOMEM...



Colin Firth, de "Bridget Jones", para passar a vida junto

e


Bruce Willis, para uma noite de amor

verdade seja dita
QUE MANÉ BRANDON!

Se você nasceu na segunda metade da década de 70, provavelmente se masturbou pensando em algum dos astros de "Barrados no Baile". Calma! Não tem por que se envergonhar! Afinal, éramos adolescentes, com os hormônios em alta, e ficar vendo gente bonita como Kelly Taylor, Dylan McKay e Brandon Walsh era um bom ponto de partida.

Não era o meu caso.

Meu negócio mesmo era o Jim Walsh, pais do Brandon e da Brenda. Eu A-DO-RA-VA o Senhor Walsh, vivido pelo ator James Eckhouse, de quem quase não se ouve falar hoje em dia e qué já está bem mais careca do que na foto abaixo:


"Mas minha voz continua a mesma"

Se eu estudasse no West Beverly High, mandava a pentelha da Cindy Walsh pra Hong Kong sozinha. E ainda me mudava para aquela casa fantástica (onde, aliás, todo mundo acabou morando depois).

quarta-feira, 3 de dezembro de 2003

manny recebe
VAI LÁ COMER UM BOLINHO COMIGO!


Aí putada, o negócio é o seguinte:

Sábado agora, dia 6, vai ter minha festa de aniversário, na Pop Trash. Vou comemorar meus 26 anos junto com Chiara Rodello, Cris Mariposinha e Vivian Suave.

De tanto eu implorar, o Gomes me deixou discotecar um pouco. E, já que é Pop mas não pode deixar de ser trash, preparei um set que vai do gosto do meu amigo Rafael (New Order e Erasure) até o meu e o da Spaca (Luis Caldas e afins).

Vai ser no Picasso, na r. Alvaro de Carvalho, 25 - Centro (em frente ao Caravaggio, onde acontece a Trash 80's). A partir das 23h, certo? São R$ 8 de entrada e mais R$ 10 de consumação mínima.

Fala "cas" minina, tá? Espero vocês lá.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2003

tesouros da cinemateca
CINEMA EM CASA? SÓ SE ERA NA SUA!

Quando eu era criança, havia certos filmes que eram meio tabu. Pelo menos pra mim. Todos eles (ou quase) falavam sobre homossxualidade de alguma forma.

Destes, o campeão era "Bem-Vindo ao Lar, Bobby". Não sei a história porque nunca cheguei a assistir, apesar de ter sido reprisado pelo menos 500 vezes pelo SBT. Mas nunca conseguia sintonizar a única TV de casa, a da sala, porque sempre tinha alguém por perto e podiam pensar que eu era bichinha como o Bobby do filme. Uma suspeita totalmente nada a ver, né?

Outro dessa série foi "Meu Querido Companheiro", sobre Aids. Esse eu aluguei na locadora do bairro, morrendo de medo do que o menino da loja ia pensar. Até porque, em bairro pequeno, todo o mundo sabe da vida de todo o mundo.

E os filmes pornôs, então? Eu visitava locadoras de outros bairros pra poder ver as caixas. E quando a modernidade chegou à minha vida - passei a ter uma televisão no meu quarto - ousei alugar alguns na locadora de Campo Grande. Quem merece? Nunca vou esquecer os nomes: "Texas Size 12", traduzido como "Prazer do Texas" e "Casa Lotada". Acho que, só de raiva, vou alugar de novo.