Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

terça-feira, 14 de outubro de 2003

grandes manicures da história
EU FUI A MANICURE DE HITLER

Os louros eram de Hitler. Mas quem fazia o Terceiro Reich tremer nas bases era a manicure Helga Braun.

Irmã mais nova da amada do Führer, Eva Braun, Helga teve uma infância miserável porque passou a maior parte da vida separada da família. Nas ruas da pecaminosa Berlim dos anos 30, começou a fazer as unhas de travestis e pederastas para evitar vender o corpo (que ninguém queria).


Guten tag! Ich heisse Helga!

Helga tinha somente 25 anos quando começou a trabalhar para Hitler, em 1937. Mas fazia as unhas do chefe tão bem que logo virou chefe do salão que funcionava no famoso bunker anti-bombas do chefe nazista.

Aliás, essa história de bunker era só fachada. O negócio da moçada que frequentava era só desfilar as linhas ?campo de concentração? e ?triângulo rosa?. Basicamente uma Berlim Fashion Week.

Foi lá que nasceu, de uma idéia malévola de Helga, o plano de invadir a França. Hitler achava que a maneira alemã de fazer as unhas era muito sem graça. Daí decidiram invadir Paris e roubar as mundialmente famosas unhas francesinhas.

"Se tomarmos conta de todos os salões de Paris, podemos mudar o nome para unhas 'alemãzinhas'", definiu a manicure mais estrategista da história européia.



"Salvem suas unhas", gritavam levas de mulheres francesas, em disparada pelas ruas de Paris.

Mas os americanos tinham a mesma idéia: transformar as unhas francesinhas em "texas style". No fim das contas, enquanto a briga de cachorro grande rolava, os franceses abriram salões em Marselha e salvaram suas unhas.

A manicure nazista também tinha um lado humano: uma vez por ano, fazia as unhas dos homossexuais que estavam presos nos campos de concentração.

Tudo por intercessão de Leni Riefenstahl, que tentou montar uma apresentação de "Priscila, a Rainha do Exército", musical alemão que anos depois daria origem ao filme australiano de nome parecido.

Helga conseguiu fugir para o Brasil antes que começasse o julgamento de Nuremberg, em 1946. Aqui abriu, na estrada entre o Rio de Janeiro e São Paulo, a Casa do Alemão, famosa por seus quitutes.

Também abriu um salão, em São Paulo. Para não dar na pinta, colocou um nome afrancesado, Jacques Janine. Ficou podre de rica e morreu, na década de 70, deixando o salão como herança para Hebe Camargo. Na verdade, Hebe é um alter ego de Leni Riefenstahl, que simulou a própria morte neste ano.

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