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o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

terça-feira, 23 de setembro de 2003

eu, eu mesmo e irene
"ANTES DE TE CONHECER, EU TE ACHAVA TÃO METIDO..."

Já me acostumei a ouvir a frase. E hoje até fico feliz quando alguém vem me falar isso.

Sinal de que minha máscara de malvado é um sucesso. Porque, no fundo, no fundo, sou um menino católico, bonzinho e conservador. Daqueles que sentem pena quando alguém se fode e fazem força para ajudar os outros.

Mas ser assim é muito sem graça, sabe?

Aí eu me esforço para ser alguém que não presta. Assim ninguém se mete a besta comigo. E, quando se mete, ganha meu respeito. Ou algo mais. Como um menino com quem fiquei.

Foi hilário. A gente junto e ele começou a dizer que eu era tão metido, tão cheio de mim e tinha me ferrado: estavam ali, nos braços dele, completamente rendido. Totalmente verdade.

Mas é que, como todo o mundo, eu também sou dois ao mesmo tempo: em público e em particular.

O público é assim: antipático, arrogante mesmo. Até onde permite minha natureza sagitariana, que exige a aprovação e a admiração alheia.

O verdadeiro "eu" precisa de uma carapaça resistente. Porque é sensível, carinhoso, dedicado, sincero... Coisas que andam em baixa atualmente.

Ah, você não acha? Então pense na sua reação quando conhece em uma festa alguém com o perfil número 1 (o arrogante) e quando é apresentado a um nº 2 (o bonzinho).

Pensou?

O primeiro é muito mais interessante, não?

Eu sei que é. Pessoas boazinhas são sem graça. Eu também acho. Por isso me esforço tanto em ser mau, egoísta, mesquinho e afins.

Porque na vida, sua cotação é alta ou baixa na medida estabelecida por você mesmo. O duro é quando a gente aprende isso da maneira mais sofrida. Mas aí já é assunto para outro post.

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