Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

sexta-feira, 8 de agosto de 2003

nem tanto ao mar, nem tanto à terra
E EU GOSTO DE MENINOS E MENINAS

Hoje vamos falar sobre uma espécie cada vez mais abundante na noite paulistana: OS DÚBIOS.

Indivíduos do sexo masculino, com idade, tipo física e opção religiosa variáveis, os dúbios têm se multiplicado em larga escala na noite paulistana. Se você foi a uma festa na cidade nos últimos meses, pode apostar que cruzou – ou conversou – com um deles.

Comigo aconteceu na semana passada. O cara se aproximou de mim porque falávamos de vodca. Um assunto, ninguém pode negar, universal.

Daí engatamos um papo e, entre uísques e energéticos, sentamos para conversar em um pufe. O que me deixava louco era a mania dele, típica dos heteros, de dar pequenos socos no meu ombro ou de saudar com aqueles apertos de mão mirabolantes os outros amigos (não tão dúbios e que me deixaram com medo de apanhar).

No meio da conversa ele, que jura nunca ter feito nada na área do “amor que não ousa dizer o nome”, contou que gosta também de cumprimentar os amigos homens com beijos na boca. “Pra chocar eles mesmo, entende?”, disse. E eu, que já tava ficando jade, concordei: “Claro, tem que ser assim mesmo”.

Favor não confundir com os bissexuais. Estes, que já são meio complicados, a gente deixa pra discutir no futuro.

O que me incomoda é que os dúbios podem fazer qualquer noite terminar sem gol, como aconteceu comigo. Por isso, amigos e amigas, a Central recomenda: muito cuidado com suas apostas de xaveco (sim, eu usei essa palavra, podem me matar).

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