Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

sábado, 30 de agosto de 2003

eu, leitora
DOIS CRETINOS NUMA NOITE SUJA, DIGO... FRIA

No início da noite, parecia filme do David Lynch ou viagem ao exterior.

Fui convidado, com direito a acompanhante, para um festival gastronômico no hotel Emiliano, um dos mais chiques de São Paulo. Chamei um amigo, o César.

Na dúvida se teríamos de pagar, as duas otárias pediram champanhe nacional. Veio o primeiro prato: mousse de fígado de frango com figo ao vinho do porto. Delícia, né?

Fingi que comi. Ele também. Mas a gente queria era correr para o AM PM mais próximo e encarar um burgão.

Próximo prato: mini-lasanha de caranguejo. Depois, bacalhau e pato (esse a gente não comeu). César foi ao banheiro. Aproveitei e perguntei a um garçom se, como convidado, teria de pagar algo. Ele disse que não.

Aí, cara, a porca torceu o rabo.

Pedimos mais uma champanhe. Matamos. E o filme do David Lynch começou a virar pornochanchada. A bagaceira gritou e a gente pediu outra. No final das contas eu já estava deixando a taça virada de cabeça pra baixo pra mostrar ao garçom que queria ser servido de novo.

Fino.

E daí, quando a gente menos esperava, aparece o chef italiano, Francesco Casetta, do lado da nossa mesa. O nome dá margem a trocadilhos, eu sei.

O que não sei é como consegui conversar em espanhol com ele, já que não falo essa língua. Disse que tinha adorado o cardápio e que ele estava de parabéns.

Pra resumir: são sete da manhã, acordei com uma ressaca que não tinha desde meus 12 anos de idade (quando comecei a beber) e o caranguejo da mini-lasanha tá conversando comigo até agora. Mandou um beijo pra vocês.

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