Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

quinta-feira, 3 de julho de 2003

grandes manicures da história
FEZ A EGÍPCIA

Lá pelos anos 50 a.C. o Egito era um fervo só. Uma espécie de mistura da Nova York que aparece em “Sexo e a Cidade” com a agitação da rua da Consolação na sexta à noite.

Quem fazia a Sarah Jessica do Nilo?


Ela, Cleópatra

E mulheres governantes não podem aparecer mal em público. “Dizem logo que está deprimida”, declararia Marta Suplicy, milênios mais tarde.


Mas por trás de uma grande mulher sempre existe uma bicha. Esta era Anck-Su-Namun, transformista que inventou o aplique e a unha postiça, em uma época que ninguém tinha ouvido falar em megahair.


Anck-Su-Namum
em performance fechativa



CRIADORA DE TENDÊNCIAS

Misto de fashionista, jet setter e wannabe, Anck dava a última palavra em tudo o que se fazia no Egito. Enquanto a chefona atendia Marco Antonio e Julio Cesar, a trava cuidava da vidinha hype do baixo Nilo. E com um requinte de fazer inveja a Manoel Carlos.

A moda de fazer hieróglifos? Ela que lançou.
Desenhos em paredes? Coisa dela! “Tipo incrível!”, disse, na megafesta de lançamento do papiro “Queóps Bazaar”, do qual também era editora, e que logo se tornou a bíblia da moda egípcia. Depois viriam a "Vanity Quefren" e a "Vogue Egito".


Capa da primeira
edição de 'Quéops Bazaar'


Historiadores creditam a ela a criação da expressão “fazer a egípcia”, hoje vastamente utilizada na avenida Vieira de Carvalho, Centro de São Paulo.

BATALHADORA

Antes de ser tão badalada e incensada, Anck era apenas uma traveca de bairro, digo, de vilarejo. Morava em uma pequena pirâmide nos arredores de Mikerinos, onde tinha um salão meia-boca. E se alimentava de besouros como aqueles horrorosos que aparecem no filme “A Múmia”.

Ganhava a vida como manicure.

Cansada da miséria, decidiu tentar a vida em Roma, capital do império. Foi lá que conheceu Cleópatra, na festa de lançamento do Coliseu. A soberana egípcia estava chorando no banheiro com ancestrais de Naomi Campbell e Ana Paula Junqueira – tinha acabado de ver Julio Cesar com outro – e foi consolada por Anck.

Viraram melhores amigas. E Anck começou a fazer o style da rainha.

O ROMPIMENTO

No entanto, as duas ficaram cinco anos de mal porque a burra da Anck abriu uma boate e a batizou de Nefertiti, o que mexeu com os brios da amiga.


A vesga Nefertiti foi o pivô
da briga entre Anck e Cleopatra


Só voltaram a se falar porque a soberana precisava dar uma levantada na corte e venceu o orgulho: sabia que a bicha tinha o dom do hype.

E assim foi.

Festas memoráveis foram organizadas por Anck e Cleópatra.

Como aquela que terminou com a destruição do nariz da esfinge e outra, na casa de Imhotep que foi arruinada pela chegada do Brendan Fraser. A balada das pragas do Egito também foi um fervo.


Mas nada, nada, nada que se comparasse à Festa do Mar Vermelho, cujo ponto alto foi a legendária performance de Moisés, ancestral de David Blaine. O agito foi organizado por um ancestral de Cacá Ribeiro, o badalado produtor de festas de São Paulo.


Flyer da festa do Mar Vermelho

Pena que Anck, que já tinha tomado muito Ramsés II Gold Label não teve tempo de sair do alcance das águas antes que elas voltassem a se fechar. Morreu, linda, no fundo do mar.

Para limpar sua barra, Moisés construiu uma arca com vários pertences, até hoje procurados por Harrison Ford.

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