Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

quinta-feira, 24 de julho de 2003

do fundo do meu coração
SURFISTA PRATEADO

Um homem prateado passou por mim na Paulista, nesta semana.


Tipo esse., saca?


Eu ri, claro. Mas lembrei de uma das histórias mais surreais que já me aconteceram.

Foi no ano passado, na Parada Gay. Eu levei uma garrafa de Smirnoff na mochila e enchi muito a cara no carro do clube A Lôca.

Lá pelas tantas fui ao banheiro e, atrás de mim, na fila, havia um homem prateado. Não lembro de muita coisa, só sei que eu me agarrei com o sujeito e, quando voltei para cima do carro, meu braço estava todo sujo de tinta prateada.

Pior: só depois de muito tempo reparei que minhas mãos estavam completamente prateadas. Uma coisa “caught red handed”. Digo, “caught silver handed”.

E o homem prateado ficou atrás de mim pelo carro, meio Glenn, querendo dar continuidade ao ato e eu, malucão, já estava me atracando com outro menino. Daí ele me passou o telefone dele. Não tínhamos papel nem caneta, mas ele acreditou quando eu disse: “pode falar o número que eu decoro”.

Lado triste 1. Ele era bem do tipo que a minha amiga Betty Faria, viu?

Lado triste 2: A tinta só saiu da minha mão na terça-feira.

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