Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

quinta-feira, 31 de julho de 2003

minhas amigas
QUE CIDADE É ESSA?


Faz tempo que estava com vontade de comentar aqui uma série que eu amo desde sempre: "Sex and the City".

Muito antes de virar moda, eu já me deliciava com as aventuras delas, na HBO, que foi o primeiro canal a transmitir os episódios por aqui.


As quatro cavaleiras do Apocalipse

Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda são quatro mulheres bem-sucedidas profissionalmente que vivem uma espécie de montanha-russa emocional. Moram em Nova York _ em Manhattan, claro _ e gastam horrores com roupas de grife.

Quem me dera ter uma vida como a delas. Em especial a da Carrie, protagonista vivida pela Sarah Jessica Parker.

Ela escreve uma coluna sobre sexo em um jornal local (daí o nome da série). Pelo que entendi, é uma coluna por semana, que sempre é inspirada em alguma coisa do cotidiano da Carrie.

Daí que ela ganha uma fortuna para escrever sobre coisas que fazem parte da vida dela. Ou seja, mamão copm açúcar... Nada de passar horas em uma redação fechando ou de ficar com um bloquinho na mão apurando informações que ninguém vai ler.

Em um dos episódios da primeira temporada, Carrie diz que gastou US$ 395 em um sapato Gucci. Imagina o quanto ela não ganha? Isso sem contar que ter código de área 212 não é pra qualquer um, não!


Cheias da grana

Fora o trabalho moleza, Carrie tem sorte de trepar com um homem lindo e maravilhoso a cada semana. As amigas também. Elas vivem em uma Nova York linda, glamourosa, onde todos as pessoas são bonitas e ricas e não precisam passar horas e horas preocupadas com nada a não ser com o sexo do fim do dia.

Uma Nova York que poucos ?new yorkers? conhecem. Uma Nova York com que sonho toda noite antes de dormir.


E ainda ganham Globo de Ouro! Que ódio!

quarta-feira, 30 de julho de 2003

memórias
SONHOS DE UM MENINO DESOCUPADO

Eu lembro, mas preferia ter esquecido.

Quando criança, um de meus maiores sonhos era fazer um dos milhares de cursos do Instituto Universal Brasileiro. Lembra daquele que é por correspondência? Pois é.


Ex-aluno do IUB

Eles colocavam anúncios em gibis de heróis, como os que eu costumava ler. Eram umas historinhas toscamente desenhadas, em que mostrava um sujeito se dando bem só porque tinha estudado no IUB (sim, esta é a singela sigla usada por eles).

Entre as minhas opções estavam eletrônica, porque eu queria aprender a consertar rádios e televisores, e desenho, porque eu sonhava em ser desenhista famoso da Marvel.

Perdi a conta de quantas vezes preenchi o formulário pedindo informações sobre os cursos. Minha mãe, sábia, nunca me deixou colocar no correio.


Hoje em dia, se fosse me inscrever, seria para fazer o curso de Beleza da Mulher. Veja só o material didático!


Só consegui mandar uma vez. E nunca tive retorno. Acho que não entenderam minha letra garrancho de criança de oito anos.

Uma pena. Eu poderia ter sido um grande técnico em eletrônica hoje em dia.

segunda-feira, 28 de julho de 2003

numa máquina de refrigerantes perto de você
É O FIM DO MUNDO



Este é o gatinho
que protagoniza o filme


Ontem fui ver o filme “Extermínio”, do Danny Boyle. Pra quem anda sem ler jornal, explico: é o mesmo diretor do (ótimo) “Trainspotting” e do (bosta) “A Praia”.

Como detesto contar final de filme, vou comentar somente uma coisa: alguém pode me explicar porque o povo só bebe Pepsi no filme?

Explico:

Uma infecção misteriosa se espalha pela Inglaterra. Os infectados viram zumbis raivosos que saem atacando todo e qualquer não-infectado que vêem pela frente. No meio desse cenário, um grupo de pessoas saudáveis se vira como pode para não dançar feio.

Acontece que o povo só bebe Pepsi. Não existe Coca-Cola!


Quem tem, esconda!

Será que a idéia de apocalipse do diretor é uma realidade onde não existe Coca-Cola? Porque se for isso, eu concordo: viver só de Pepsi é o fim do mundo mesmo!

Acho que os tais zumbis do filme ficam tão raivosos porque precisam tomar uma Coca-Cola. Eu, pelo menos, preciso de uma dose todo dia.

sexta-feira, 25 de julho de 2003

bye bye, so long...
AMADO MESTRE

Quase que não teve salgadinho pra todo mundo. Acabei de ler que cerca de 7.000 pessoas compareceram ao enterro do ator Rogério Cardoso, em Mococa, interior de São Paulo.

E me bateu a paergunta: Como assim?

Tudo bem, o cara era um dos personagens mais queridos de “A Grande Família”. Mas 7.000 almas? Digo, pessoas, porque almas deviam haver muitas mais no cemitério.


Do além, Cardoso disse à Central:
"Também fiquei surpreso com a quantidade de gente"


Eu acho que é muita gente. O que me leva a concluir que ou ele era muito, mas muito, muito querido mesmo ou simplesmente o povo de Mococa não tem mais o que fazer.

Não conheço Mococa. Mas tenho a impressão de que 7.000 pessoas deve ser uma parcela expressiva da população local. Uns 60% talvez?

Enfim, o fato é que o povaréu todo foi lá dizer adeus pro seu Flor e quem fez a festa na porta do cemitério foram os vendedores.

quinta-feira, 24 de julho de 2003

do fundo do meu coração
SURFISTA PRATEADO

Um homem prateado passou por mim na Paulista, nesta semana.


Tipo esse., saca?


Eu ri, claro. Mas lembrei de uma das histórias mais surreais que já me aconteceram.

Foi no ano passado, na Parada Gay. Eu levei uma garrafa de Smirnoff na mochila e enchi muito a cara no carro do clube A Lôca.

Lá pelas tantas fui ao banheiro e, atrás de mim, na fila, havia um homem prateado. Não lembro de muita coisa, só sei que eu me agarrei com o sujeito e, quando voltei para cima do carro, meu braço estava todo sujo de tinta prateada.

Pior: só depois de muito tempo reparei que minhas mãos estavam completamente prateadas. Uma coisa “caught red handed”. Digo, “caught silver handed”.

E o homem prateado ficou atrás de mim pelo carro, meio Glenn, querendo dar continuidade ao ato e eu, malucão, já estava me atracando com outro menino. Daí ele me passou o telefone dele. Não tínhamos papel nem caneta, mas ele acreditou quando eu disse: “pode falar o número que eu decoro”.

Lado triste 1. Ele era bem do tipo que a minha amiga Betty Faria, viu?

Lado triste 2: A tinta só saiu da minha mão na terça-feira.

quarta-feira, 23 de julho de 2003

no balanço das horas
ENQUANTO ISSO, NA SENZALA...


Tenho trabalhado tanto ultimamente que não dá tempo nem de pensar em posts.

Mas, como amo meu salão (e minha clientela), resolvi fazer esta singela homenagem:


Lerê lerê lerê

Dedico esta bela imagem da Escrava Anastácia a todos os trabalhadores do Brasil e ao trasher Maicon Max.

segunda-feira, 21 de julho de 2003

ele é dos meus
VOTEI NA PESSOA CERTA!

Nota da coluna de Ancelmo Gois, hoje, no "O Globo":

On the rocks

Numa roda de empresários em São Paulo, Lula confessou que sua bebida predileta, atualmente, é uísque Johnnie Walker Black Label, com bastante gelo.

sexta-feira, 18 de julho de 2003

atenção, atenção
QUEM VAI SER O PREMIADO?

Está chegando o visitante nº 20 mil.

Quem será o felizardo?

quarta-feira, 16 de julho de 2003

entre quatro paredes
EM TEMPO DE GUERRA,
URUBU VIRA FRANGO



Sabe aquela frase que diz que vale tudo no amor e na guerra?

Minha amiga Nikita levou o assunto até as últimas conseqüências. No fim de semana, como a grana estava curta, ela juntou uns trocados e foi ao motel De Mayio, pertinho do Maracanã.


Tô dura! NHAC!


Tinha dinheiro para pedir comida?
NÃO

Ela se abalou por isso?
NÃO

Ela simplesmente preparou uma belíssima travessa de:


ARROZ. NHAM!

E levou para o motel. Daí pediram uma porção de:


OVOS. OBA!

Valor do pedido: R$ 1 a porção com dois ovos. "Quase o restaurante do Betinho", explica a mendiga.

Daí eu pergunto, caro leitor: Nikita deve ser recriminada e expulsa do convívio social? Ou devemos perdoar a dureza da moça? O final, VOCÊ DECIDE!

morte anunciada
NO MORE BEETLES

A Volkwagen anunciou que vai parar de produzir o Fusca, um dos carros mais famosos do mundo. O último exemplar sai da linha de montagem em Puebla, no México, no próximo dia 30.


Adeus, amor, eu vou partir...

O carro foi criado por Ferdinand Porsche, em 1934, informa o jornal carioca “O Globo” de hoje. E pensar que muita gente reclama de nunca na vida ter conseguido comprar um Porsche!

O fato é que ao longo dos últimos 34 anos, todos nós, de alguma maneira, tivemos uma história com um Fusca qualquer. Meu pai nunca teve, mas eu andava no do vizinho. E não esqueço o dia em que a gente ficou parado, no meio da avenida Brasil alagada.

O bom do Fusca é que você pode comprar um, dar uma “customizada” e circular com ele fingindo que você é superchique. Tão chique que tem um carro velho, mas que reflete a sua personalidade. Mas tem que ser daqueles da década de 70 porque os novos, em especial os que sairão nesta última fornada, custam cerca de R$ 24 mil. Ou seja, melhor comprar um Palio mesmo.


Nova versão custa R$ 24 mil

E, no dia 30, não esqueçam: um minuto de silêncio pela morte do Fusca. Ele sai da linha de montagem, mas nunca do nosso coração.

segunda-feira, 14 de julho de 2003

ou é ou foi ou será
UM DIA DE GLENN

Se você circula com freqüência pela noite paulistana, este post lhe interessa. E muito.

Você está no grupo de risco de uma síndrome que tem crescido exponencialmente nos últimos meses:



A Síndrome da Glenn

Os acometidos deste mal ligam incessantemente para uma pessoa com quem tiveram apenas uma noite de sexo, por exemplo. Mais ou menos como a personagem Alex, do filme “Atração Fatal”, de 1987.


As "glenn" são dóceis...

A maioria das pessoas já foi “glenn” pelo menos uma vez na vida. E, assim como a herpes, esta síndrome não tem cura: é preciso aprender a conviver com ela.



...mas perdem o controle se contrariadas

Eu sou vítima da glenn. E a controlo com atualizações diárias deste blog e doses esporádicas de uísque com energético.

Quem me abriu os olhos para a doença foram dois novos chapas, a Myrian Moreira e o Cesar Ruas, sobre quem falarei no futuro. Este último aliás, foi vítima de um de meus ataques de glenn, já devidamente controlado, graças a Deus.


Myrian e Cesar (não, eles não são
um casal) provocam a fúria de glenn


Como bom sagitariano, eu me preocupo com o bem da humanidade. Assim elaborei um teste para você, cliente amigo da Central, descubra se tem a síndrome. Você é uma Glenn? Para saber, clique aqui.

sexta-feira, 11 de julho de 2003

você não acredita, mas acontece...
TOMADO PELA MÃO,
COM JESUS EU VOU


Então você acha cafona ir a Aparecida pagar promessa?

Isso é porque você ainda não conhece...


...Porto das Caixas!

Trata-se de um distrito fétido da cidade fluminense de Itaboraí. O local entrou no roteiro religioso depois que, em 1968, uma imagem de Jesus apareceu banhada em um líquido vermelho. Testes confirmaram: era sangue humano. E até o padre Quevedo foi lá dar seu aval.


"Foi um milagre inesquecível! Quando
vi, fiquei toda rupiada!", lembra Ivonira Santos


Não, eu nunca fui a Porto das Caixas. É a única cafonice religiosa que não consta no meu cartãozinho de cafonices religiosas.

Mas todos os meus colegas dos tempos de pastoral da juventude foram.

Gente como eles:


A turma jovem, antes de embarcar para a romaria,
faz questão de receber a bênção do padre Carlos


Era uma espécie de aventura para eles. Nas viagens ?eu só ficava sabendo depois ? tinham a chance de paquerar quem queriam...


"A gente começou a namorar lá!"


.. e dos malucões que ficavam tirando sarro uns dos outros...


Em sentido horário: Maicon Jéquiso, Zoinho, Ticão,
Tiquinho, Pirulito, Deca, Salgadinho, Neneco e Marley


No cardápio imperava pão com pasta de atum (feita de sardinha, na verdade) que durava o tempo certinho da viagem: das seis da manhã às oito da noite.

E era animado! O pessoal do Ministério de Música levava violão e cantava a viagem inteira. Um dos hits:



Quem é que vai? Quem é que vai?
Quem é que vai nesta barca de Jesus??


Se houvesse alguma cachoeira bonita no caminho, ninguém se incomodava em dar uma paradinha. Isso geralmente acontecia na hora do almoço, quando o povo todo dividia seus sanduíches, pastéis e marmitas.

Ou seja, uma verdadeira jornada!

vai pra lá, vai pra lá...
ALÔ, SILVIO?



Silvio, na saída do
mercado Futurama, em Miami



Um dia de bom humor do Silvio Santos e o Brasil pára.

Em todo o país, milhares de repórteres passaram o dia de ontem ao telefone, tentando falar com o Silvio, com o Boni, com o Jassa! E, claro, com a repórter Ana Carolina Soares, que conseguiu falar com o empresário, coisa das mais difíceis, sobretudo para um repórter da “Contigo!”.

É preciso talento para ser jornalista.
É preciso ter bons amigos para ser jornalista.
É preciso ter energia para ser jornalista.

Mas, acima de tudo, é preciso ter sorte para ser jornalista.

Porque você pode passar horas de plantão na porta de uma pessoa, esperando pela chance de dar o furo do século e a pessoa resolver chegar ou sair justo naqueles segundos em que você tinha ido comprar um maço de Belmont do outro lado da rua.

Não quero que isto soe como dor-de-cotovelo ou como se eu estivesse com inveja. Pelo contrário, esta moça, a Ana Carolina (aliás, ela é amiga do Rafa), merece os parabéns, claro. Foi uma bela capa, que certamente vai vender horrores. A imprensa inteira repercutiu isso hoje. E é disso que nós, escravos, digo, jornalistas vivemos.

Sim, existe o risco de o Silvio ter tirado um sarro animal da cara dela. Ou seja, você pode ter um dia de glória se teve a sorte de ligar para uma pessoa importante e ela te sacaneou, entende?

Corretores de imóveis só estouram a champanhe quando fecham bons negócios, como a venda de uma mansão em Alphaville. Jornalistas são mais ou menos assim: no fim do dia, vale o que está escrito se o que estiver escrito valer alguma coisa para o mundo. A diferença é que a gente bebe cerveja.


P.S.: A foto acima é de um dos fotógrafos mais fodas do Brasil, o João Santos. O cara é paparazzo meeeeeesmo. Sandy na Espanha? Ana Maria Braga em Portugal? Ana Paula Arosio no meio do mato? Pode mandar ele que a foto dá certo. São dele as que ilustram a capa da "Contigo!" desta semana. E eu tiro meu chapéu para o cara! Ou vocês estão acostumados a ver o Senor Abravanel assim, fazendo compras de mês?

quarta-feira, 9 de julho de 2003

mais uma da Santana
SOBRE ONTEM À NOITE

Uma amiga muito querida travou o seguinte diálogo comigo ontem, no início da noite, no baile de máscaras da Trash:

- Manny, eu tô turva porque tomei um bombeirinho ali no boteco
- Jura? O que é um bombeirinho?
- Uma mistura de cachaça, groselha e limão. É uma delícia e desce esquentando tudo!

Minutos depois, lá estava eu no boteco, pedindo um. Preço: R$ 1,40

Tomei de um gole só. Não fez efeito.

Voltei ao boteco e pedi outro. Virei. Embrulhou o estômago.

E ainda não desembrulhou...

terça-feira, 8 de julho de 2003

ê baiana
MEMÓRIAS DO SUBÚRBIO

Hoje vamos falar sobre uma cantora que mexe comigo:



Poucas mulheres são como Maria Bethânia. Graças a Deus, porque ela é um talento e tanto, mas é mais feia que o diabo comendo mariola.

Acontece que, quando eu era pequeno, minhas irmãs arrumavam a casa TODO SÁBADO ao som de Maria Bethânia. Eu era apenas uma bibinha infantil mas já me animava com ela. Até hoje gosto de ouvir, aos sábados, o disco em que ela canta com o Chico Buarque. Em especial esta música, que é do Chico:

SEM AÇÚCAR

Todo dia ele faz diferente
Não sei se ele volta da rua
Não sei se ele traz um presente
Não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido
Quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmanche o vestido
Ou nem me adivinha os desejos

Dia ímpar tem chocolate
Dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate
Dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor
Na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor
Eu de noite sou seu cavalo

A cerveja dele é sagrada
A vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada
Sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira
Enquanto ele dorme pesado
Eu rolo sozinha na esteira


"Obrigada!"

sábado, 5 de julho de 2003

do fundo do baú
UM DIA DE CÃO

Vejam como foram as últimas férias de minha colaboradora Peddy Curi:


Olá amigas,
sou Peddy Curi!



"Saí de Curitiba às sete da matina. Fui no vôo dos pobres (GOL) e vôos da Gol são sempre são uma surpresa...


Pra variar, atrasou. Cheguei em cima da hora em São Paulo pra pegar a conexão. Sabe o que eles fizeram comigo? Não me deixaram ir pra sala de embarque esperar, me deixaram sozinha na pista, no meio de centenas de aeronaves chegando e saindo, um barulho infernal de turbinas e um vento horrroso!!!!!!!!!!!! Conclusão: acabei com a minha escova!!!!!!!

Já dentro do avião para o Rio, mais surpresas: um velho chato de Mato Grosso puxando assunto, serviço de bordo sem coca-light e sem gelo. Calma, o melhor ainda está por vir... No meio da viagem, a aeromoça começou a sortear brindes pros passageiros (mochila da GOL) e quem não ganhou começou a gritar: "Marmelada, marmelada..." Daqui a pouco eles vão botar gincana, videokê e, quem sabe, até um piscinão.

Pensam que acabou? Isso foi demais: De repende, um louco se levanta, olha pra todos sorrindo e saca de sua mala um...........VIOLINO!!!!!!! Não tive mais sossego e, só pra completar, ele tocava muito mal!!!!!!!

Chegando ao aeroporto, morrendo de vontade de fazer xixi, descobri que todos os banheiros da parte superior estavam interditados. Tive que andar toda a extensão do Galeão, com duas bolsas, pra poder me aliviar...

Quando cheguei à Barra, pensei: nada mais me acontece... Fui ao STB para saber quanto eu tinha que pagar pra alterar minha passagem de volta da Europa. Quando o rapaz foi ligar para a Britsh Airlines para saber o preço, já que minha passagem de ida e volta já tinha sido emitida há quase um mês, sabe o que ele descobriu???? QUE TINHA UM ERRO NA PASSAGEM E QUE SIMPLESMENTE EU NÃO PODERIA EMBARCAR NO DIA SEGUINTE...Quer dizer, se eu não fosse lá perguntar essa história de mudança de passagem, eu ia pro aeroporto toda arrumadinha à toa..."

A vida dela é ou não é um drama?

Peddy está prestes a lançar a campanha "Por uma Vida Definitiva", para arrecadar fundos e pagar um alisamento japonês.


"Que nada, bi, é
lisinho assim mesmo!"




P.S.: A última piada foi roubada do espetáculo "Terça Insana"

quinta-feira, 3 de julho de 2003

grandes manicures da história
FEZ A EGÍPCIA

Lá pelos anos 50 a.C. o Egito era um fervo só. Uma espécie de mistura da Nova York que aparece em “Sexo e a Cidade” com a agitação da rua da Consolação na sexta à noite.

Quem fazia a Sarah Jessica do Nilo?


Ela, Cleópatra

E mulheres governantes não podem aparecer mal em público. “Dizem logo que está deprimida”, declararia Marta Suplicy, milênios mais tarde.


Mas por trás de uma grande mulher sempre existe uma bicha. Esta era Anck-Su-Namun, transformista que inventou o aplique e a unha postiça, em uma época que ninguém tinha ouvido falar em megahair.


Anck-Su-Namum
em performance fechativa



CRIADORA DE TENDÊNCIAS

Misto de fashionista, jet setter e wannabe, Anck dava a última palavra em tudo o que se fazia no Egito. Enquanto a chefona atendia Marco Antonio e Julio Cesar, a trava cuidava da vidinha hype do baixo Nilo. E com um requinte de fazer inveja a Manoel Carlos.

A moda de fazer hieróglifos? Ela que lançou.
Desenhos em paredes? Coisa dela! “Tipo incrível!”, disse, na megafesta de lançamento do papiro “Queóps Bazaar”, do qual também era editora, e que logo se tornou a bíblia da moda egípcia. Depois viriam a "Vanity Quefren" e a "Vogue Egito".


Capa da primeira
edição de 'Quéops Bazaar'


Historiadores creditam a ela a criação da expressão “fazer a egípcia”, hoje vastamente utilizada na avenida Vieira de Carvalho, Centro de São Paulo.

BATALHADORA

Antes de ser tão badalada e incensada, Anck era apenas uma traveca de bairro, digo, de vilarejo. Morava em uma pequena pirâmide nos arredores de Mikerinos, onde tinha um salão meia-boca. E se alimentava de besouros como aqueles horrorosos que aparecem no filme “A Múmia”.

Ganhava a vida como manicure.

Cansada da miséria, decidiu tentar a vida em Roma, capital do império. Foi lá que conheceu Cleópatra, na festa de lançamento do Coliseu. A soberana egípcia estava chorando no banheiro com ancestrais de Naomi Campbell e Ana Paula Junqueira – tinha acabado de ver Julio Cesar com outro – e foi consolada por Anck.

Viraram melhores amigas. E Anck começou a fazer o style da rainha.

O ROMPIMENTO

No entanto, as duas ficaram cinco anos de mal porque a burra da Anck abriu uma boate e a batizou de Nefertiti, o que mexeu com os brios da amiga.


A vesga Nefertiti foi o pivô
da briga entre Anck e Cleopatra


Só voltaram a se falar porque a soberana precisava dar uma levantada na corte e venceu o orgulho: sabia que a bicha tinha o dom do hype.

E assim foi.

Festas memoráveis foram organizadas por Anck e Cleópatra.

Como aquela que terminou com a destruição do nariz da esfinge e outra, na casa de Imhotep que foi arruinada pela chegada do Brendan Fraser. A balada das pragas do Egito também foi um fervo.


Mas nada, nada, nada que se comparasse à Festa do Mar Vermelho, cujo ponto alto foi a legendária performance de Moisés, ancestral de David Blaine. O agito foi organizado por um ancestral de Cacá Ribeiro, o badalado produtor de festas de São Paulo.


Flyer da festa do Mar Vermelho

Pena que Anck, que já tinha tomado muito Ramsés II Gold Label não teve tempo de sair do alcance das águas antes que elas voltassem a se fechar. Morreu, linda, no fundo do mar.

Para limpar sua barra, Moisés construiu uma arca com vários pertences, até hoje procurados por Harrison Ford.

televisão de cachorro
O MUNDO ENCANTADO DA BARBIE

Vejam o que uma vitrine cor de rosa da Barbie é capaz de fazer com uma bicha:



My precioooooooooooooooooussssssssss


Foto tirada pelo Big Black Ed, no shopping Paulista, dia 28.

just browsing...
UM AMOR DE FAMÍLIA

E daí que eu estava navegando e dei de cara com esta foto, que saiu no jornal O Dia, hoje. A matéria é da sensacional repórter E MINHA AMIGA Clarissa Monteagudo.




Por isso digo, amigos, se a Betty não faria, talvez fosse o caso de pensar no Marcelo e no Reginaldo. E, em último caso, se o PC não faria.

quarta-feira, 2 de julho de 2003

o povo quer saber
CASA DOS ARTISTAS REMIX




Supla: charada brasileiro ou babaca sem talento?

terça-feira, 1 de julho de 2003

what if...
MANICURES QUE
AMAM DEMAIS ANÔNIMAS


Você, leitor, deve lembrar de alguém com quem se arrepende de não ter transado. Coisa corriqueira, que acontece, creio, com praticamente todo o mundo.

O cara que mais me arrependo de ter deixado passar poderia ter sido o meu primeiro. Eu estava no segundo grau e ele era da minha classe. Alto, pele clara e jeito de machinho de quartel – era uma turma pré-militar – Daian era o tipo de menino que deixava as meninas doidas. Não só as meninas, diga-se de passagem.

Acontece que, por conta de um trabalho em dupla, acabamos ficando amigos. Do tipo... Eu dormia na casa dele, ele na minha. A gente andava junto o tempo todo e teve até alguns comentários maldosos de pessoas da turma dizendo que a gente era um casal. Quem me dera!

Eu, aos 15 anos, era um bocó, coordenador de grupo jovem de igreja e convicto de que a atração por homens passaria um dia. E por isso perdi a chance de perder a virgindade com o Daian. Não que ele tenha avançado em mim ou algo do tipo. Mas se eu fosse mais espertinho naquela época, teria rolado.

O segundo grau acabou, a gente perdeu contato e nem sei o que aconteceu com ele. Pelo que me consta, entrou para o exército (e lá alguém deve feito meu serviço).

Outro dia desses um amigo em comum disse que o viu no shopping, com uma menina.