Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

sábado, 1 de março de 2003

A Noite Nunca Tem Fim
SAIU PRA COMPRAR CIGARROS E NUNCA MAIS VOLTOU

Era pra ser uma ida inocente ao cinema. Saí mais cedo do trabalho, pouco depois das cinco da tarde. Liguei para o Eneas e perguntei se ele queria se juntar a mim na platéia de "As Horas".

Fomos. Vimos. Adorei o filme.

Ao sair do Frei Caneca, uma voz me sussurrou ao ouvido que eu devia ligar para a Adriana S. (ex Spaca, que agora em diante passa a ser tratada assim, na Central. Looooonga história). Eles estavam indo ao supermercado e pegaram a gente na Paulista. Foi um singelo passeio em famíliua no Extra da Brigadeiro.

Liguei. Encontramos ela e o Luciano.

Passamos na minha casa, tomamos um pouco de gim e nos despencamos para o Gourmet. O álcool começou a bater, a Adriana S. e o Lu com cada vez mais vontade de ir pra casa trepar e eu com sono

Daí, um antigo espírito do mal soprou no ouvido Eneas e ele propôs:

VAMO PRO BAILÃO?

Foi o suficiente para que as formas decadentes virassem MUM-RÁ, o de NOITE eterna.

O bailão, pra quem não sabe, é uma casa noturna do Centro. Sua freqüência é basicamente de bichinhas poc pocs e tiozinhos com mais de 50 anos. Assim que entramos, estava tocando o samba da Mocidade.

Foi o primeiro de muitos sambas. A Dri ficou azeda, sentada em um canto, até que tocou RAGATANGA. E eu ganhei a minha noite. Não porque eu goste da música. Eu odeio. Mas tive o prazer de ver a sujeita dançando a coreô, ao lado de uma poc poc que parecia irmã da lacraia Pocotó.

Daí em diante, fomos morro abaixo. A irmã da Lacraia me ensinou várias dancinhas de axé e soltei meu lado nordestino de ser (meus pais são pernambucanos, ou seja, a um passo do axé baiano).

Tá pensando que acabou? Arrã, então tá.

Fomos para o AUTORAMA, um local de pegação em que alguns metralhas tentam extoorquir as bibas e várias outras trepam no parque Ibirapuera. Não fizemos nem uma coisa, nem outra.

Saímos de lá, rumo ao Centrão de novo. Passadinha no Caravaggio para ver os seguranças, parada na lanchonete chamada de ESTADÃO, onde eles comeram um sanduíche de pernil e eu fiz força para não ter um troço. Eta lugar nojento!

Daí rodamos mais, até o BALNEÁRIO AMAZONAS, que fica em uma rua com o bonito nome de rua do Gasômetro. O balneário estava fechado (graças a Deus).

No caminho, a Dri S., que a esta hora (eram sete da manhã) dormia no meu colo, acordou e viu, andando na rua, duas mulheres bregas, uma delas com uma calça manchada, em tom amarronzado. E bradou, impiedosa e irritada: CALÇA MANCHADA É CAFONA, SUA BREGA!

Morri de rir.

Passamos, então, no Fran's café da Haddock, onde Adriana me fez uma revelação. é. Ela tá trabalhando na Kodak e tem um kit portátil que revela filmes de 36 poses em 15 minutos.

Mentira, bobinhos!

Ela me contou uma coisa que meu queixo ficou caído, na calçada do hotel Renaissance. Tô bege, preto, esturricado. E vocês não vão saber o que é nem sob tortura.

Enfim, foi uma das noites mais divertidas da minha vida em São Paulo.

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