Central de Manicures

o retorno de zabelê, zumbi e besouro... a vespa não veio. tá lá, fabricando mel

terça-feira, 21 de janeiro de 2003

Muito tempo sem trepar dá nisso
AZEDEI!

Perdi a conta de quando foi a última vez. Mas faz bastante tempo.

Hoje de manhã acordei antes de o despertador tocar e fiquei imaginando como seria bom se tivesse alguém dormindo ao meu lado, para acordar comigo e, sei lá, rolar um sexo básico de manhã antes mesmo de pensar em telefonemas, assessorias de imprensa, retratos e notícias.

Faz dez meses que eu e Leo terminamos. Continuamos amigos e rolaram encontros eventuais depois disso. Mas acabou, de verdade, tanto que ele até já está namorando de novo.

Eu me acostumei a ser avulso, mas isso já está começando a cansar e tenho medo de que essa carência me transforme em um chato de galocha, que fica se lamuriando o tempo todo. Mais do que isso, tenho medo de acabar gostando de amigos que nunca vão deixar de ser amigos para ser mais do que amigos. Entenderam? Espero que sim, porque eu não vou explicar.

Vai demorar até eu sentir vontade de escrever gracinhas por aqui.

Vai demorar para eu querer gongar os outros, por mais que isso me divirta.

De repente, parece que tudo virou uma bagunça: sem namorado, precisando mudar de apartamento, desanimado com o trabalho (que é muito legal, diga-se de passagem). Será que no jogo eu seria feliz? Acho que não porque, ultimamente, não tenho tido sorte nem em jogo da velha.

Saudades do Marcelo, primeiro de todos e que vez ou outra aparece na minha cabeça e traz uma saudade inacreditável. Queria que ele viesse morar comigo em São Paulo. Sei lá, ele podia fazer um doutorado na USP e, de manhã, antes de ele ir estudar e eu vir trabalhar a gente tomaria café junto e conversaria. Tipo aquela música do CD Legião Urbana V:

“Vem cá meu bem, que é bom lhe ver, o mundo anda tão complicado que hoje eu quero fazer, tudo por você...”

Sei lá se ainda vou me apaixonar de novo. Talvez não. Provavelmente não. Parece que vou ter de me acostumar com as idéias de felicidade que vejo no cinema, na música e na televisão.

Desculpem-me por não fazê-los rir hoje. Se fosse um serviço pago, devolveria a grana de vocês com o maior prazer.

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